quarta-feira, 22 de junho de 2016

MPC: Órgão recebe representação do MARCCO para apurar legalidade de resolução da ALRN

Foto: Reprodução/TCE
O Ministério Público de Contas (MPC) recebeu nesta quarta-feira (22) representação formulada pelo Movimento Articulado de Combate à Corrupção (MARCCO) que solicita a apuração acerca da legalidade da Resolução nº 033/2016, editada pela Assembleia Legislativa do RN no dia 08 de junho de 2016.
A representação foi recebida pelo procurador-geral do MPC, Luciano Ramos, transmite informação postada no portal virtual do Tribunal de Contas do Estado do RN (TCE/RN).
Na representação, o coordenador do MARCCO, promotor Augusto Lima, requer “a instauração de procedimento próprio para apurar a eventual prática de ofensa à Lei de Responsabilidade Fiscal e às Constituições da República e do Estado do RN” e a expedição de recomendação orientando a ALRN a tornar nulos ou revogar os atos internos que criaram cargos públicos e que proveram cargos públicos desde a data de 1º de fevereiro de 2016.
Para o MARCCO, a resolução editada pela ALRN provoca o “aumento exponencial dos gastos públicos da Casa Legislativa”.
Entre os pontos destacados na representação, está o aumento da verba indenizatória de R$ 24.057,90 para R$ 60.686,60, o que percentualmente significa 152% de acréscimo.
Esse aumento inclui, de acordo com o MARCCO, a criação de 72 cargos comissionados denominados “secretários parlamentares”, cuja remuneração global custa R$ 642.146,40 por mês e R$ 10,5 milhões por ano.
Além disso, o MARCCO identificou uma afronta à Lei de Responsabilidade Fiscal, que veda a criação de cargos quando ultrapassado o limite prudencial de despesas com pessoal, e a criação de cargos sem a edição de lei.
Após o recebimento da representação, o procurador-geral Luciano Ramos, irá analisar os argumentos elencados pelo MARCCO e irá decidir quais as providências legais cabíveis para o caso no âmbito da atuação do MPC.

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