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| Foto: Assessoria/Governo do RN |
Durante
o Fórum Permanente de Governadores realizado nesta segunda-feira (20), em
Brasília, o governador do RN, Robinson Faria (PSD), sugeriu que os estados que
têm dívidas pouco representativas com a União, como é o caso do RN, tenham
acesso a uma linha de crédito especial já que não serão contemplados pela
proposta de renegociação das dívidas de outras federações.
O
Fórum foi presidido pelo governador do DF, Rodrigo Rollemberg, e teve a
participação do ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, e 18 governadores, na
residência oficial de Águas Claras.
A
ideia da linha de financiamento é um desdobramento da reunião de secretários
realizada no domingo (19) e que contempla, além do RN, os estados do AM, TO,
PA, DF e PB.
A
sugestão é que seja criado um crédito baseado em antecipação do Fundo de
Participação dos Estados (FPE), relata informação da assessoria de imprensa do
Governo do Estado.
Outra
forma seria o fim da renúncia do imposto de renda sobre lucros dividendos,
implantada em 1995.
A
suspensão da renúncia significaria, em termos de Fundo de Participação dos
Municípios (FPM) e Estados (FPE), mais de R$ 1 bilhão por ano nos cofres do RN.
A
dívida do RN com a União, de acordo com a Secretaria Estadual de Planejamento e
das Finanças (SEPLAN), é de R$ 1,3 bilhão, valor que está sendo quitado
parceladamente.
A
questão da renúncia será tratada em data a ser agendada por um grupo de trabalho
liderado pelo Ministério da Fazenda em conjunto com os estados.
A
medida visa atender às unidades federativas que, apesar da dívida pouco
significativa com a União, passam por igual dificuldade de caixa.
Após
o Fórum, os governadores seguiram para uma reunião com o presidente interino
Michel Temer para tratar pautas específicas de cada estado, renegociação das
dívidas, mas também dialogar sobre o projeto de Lei que altera as regras do
Simples Nacional, conhecido como Supersimples, um sistema diferenciado de
tributação que soma oito impostos em um único boleto e beneficia as micro e
pequenas empresas com redução da carga tributária.
A
pauta defendida por estados que devem altos valores a União é que a dívida
fosse alongada por 20 anos e a possibilidade de carência de 100% das parcelas
por 24 meses, com retomada dos pagamentos após o prazo.
O
Governo Federal propôs uma carência de 18 meses com pagamento escalonado com
desconto de 95% e redução de 5,5% a cada mês a partir de janeiro de 2017.


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