A
reportagem do Jornal Nacional, da TV
Globo, que relacionou as manifestações no RJ com atos criminosos, mesmo sem ter
provas concretas, não passou de uma “manipulação
de narrativa” e “criação de contextos
próprios”.
A
análise foi feita pelos advogados ativistas – grupo de advogados que atua em
defesa dos manifestantes que vão presos em protestos de rua.
A
reportagem é publicada por Brasil de Fato.
A
reportagem, que foi ao ar na segunda-feira (21), iniciou dizendo que a Globo
teve acesso a “depoimentos de testemunhas
e escutas telefônicas”.
Esse
material, segundo os advogados ativistas, não foi sequer disponibilizado para o
desembargador do caso e nem para os advogados dos envolvidos.
“No entanto, a emissora conseguiu todo o
material em ‘primeira mão’ e publicou no Jornal Nacional”, dizem.
No
decorrer da reportagem, uma série de imagens violentas é transmitida pela
emissora.
Os
advogados esclarecem que esse tipo de veiculação “é para que o telespectador faça inconscientemente a associação entre os
acusados e os crimes”.
Nesta
quarta-feira (23), o desembargador Siro Darlan, da 7ª Câmara Criminal do RJ,
concedeu habeas corpus aos 23 ativistas que tiveram prisão preventiva decretada
pela Justiça carioca.
Em
sua justificativa, Darlan declarou que a ordem de prisão carece de
fundamentação.


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