domingo, 27 de julho de 2014

Jornal Nacional: Noticiário manipulou documentos para criminalizar manifestantes, dizem advogados

A reportagem do Jornal Nacional, da TV Globo, que relacionou as manifestações no RJ com atos criminosos, mesmo sem ter provas concretas, não passou de uma “manipulação de narrativa” e “criação de contextos próprios”.
A análise foi feita pelos advogados ativistas – grupo de advogados que atua em defesa dos manifestantes que vão presos em protestos de rua.
A reportagem é publicada por Brasil de Fato.
A reportagem, que foi ao ar na segunda-feira (21), iniciou dizendo que a Globo teve acesso a “depoimentos de testemunhas e escutas telefônicas”.
Esse material, segundo os advogados ativistas, não foi sequer disponibilizado para o desembargador do caso e nem para os advogados dos envolvidos.
No entanto, a emissora conseguiu todo o material em ‘primeira mão’ e publicou no Jornal Nacional”, dizem.
No decorrer da reportagem, uma série de imagens violentas é transmitida pela emissora.
Os advogados esclarecem que esse tipo de veiculação “é para que o telespectador faça inconscientemente a associação entre os acusados e os crimes”.
Nesta quarta-feira (23), o desembargador Siro Darlan, da 7ª Câmara Criminal do RJ, concedeu habeas corpus aos 23 ativistas que tiveram prisão preventiva decretada pela Justiça carioca.
Em sua justificativa, Darlan declarou que a ordem de prisão carece de fundamentação.

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