quinta-feira, 24 de outubro de 2013

Frustração: Plenário dividido adia votação do piso nacional de agentes de saúde

Depois de mais de quatro horas de embates, foi adiada a votação do piso salarial dos agentes comunitários de saúde (Projeto de Lei nº 7.495/06).
O plenário da Câmara dos Deputados chegou a aprovar, por 268 votos, a urgência do Projeto, mas a obstrução liderada pelo PT esvaziou a sessão no final da noite desta quarta-feira (23).
O presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB), propôs a votação do projeto no dia 05 de novembro, mas os líderes não fecharam acordo.
A votação foi acompanhada por cerca de 200 agentes comunitários de saúde que, das galerias, pressionaram pela votação do projeto.
Eles cantaram o Hino Nacional duas vezes no decorrer da sessão e gritaram “hoje, hoje” para cobrar a votação nesta quarta.
A sessão chegou a ser suspensa porque os agentes estavam atrapalhando as falas dos líderes.
A pressão foi suficiente para garantir a votação do regime de urgência, segundo a informação da Agência Câmara.
O Governo Federal inviabilizou a votação do projeto com o objetivo de ganhar tempo para negociar uma proposta em que o custo do aumento salarial dos agentes seja repartido com os Estados ou com os municípios.
Hoje, a União é responsável pelo custeio desses agentes de saúde e já repassa R$ 950,00 por profissional, mas parte dos recursos é retida pelos municípios para pagamento de encargos.
Para que esse valor se torne o piso salarial da categoria, o governo quer que outro ente sustente o pagamento dos encargos.
Segundo o Ministério da Saúde, em agosto havia 256.100 agentes comunitários de saúde atuando em 5.424 municípios.
A estimativa do ministério é que eles sejam responsáveis pelo acompanhamento de 125 milhões de pessoas atendidas pelo programa Saúde da Família.

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