Artigo: Ex-candidato a vereador em Assú exorta reflexão sobre ausência de jovens na política estadual
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| Imagem: Ilustração |
Ex-candidato
a vereador em Assú nas eleições 2020, tendo somado 1.076 votos (3,14% dos
sufrágios válidos), pela legenda do PSB, Paulo Henrique do Nascimento, popularmente
conhecido como Paulinho do Acredito, é
autor do artigo cuja publicação integral segue abaixo, com o título O avesso da cena: RN, o estado mais violento
e sem emprego para as juventudes é também o estado sem jovens na política
estadual.
Leia:
No ano de 2017 o
estado do Rio Grande do Norte assumiu a posição de Estado mais violento do
país. Pesquisas apontam que foram 62,8 mortes violentas por 100 mil habitantes,
maior índice entre os estados brasileiros (Atlas da Violência). Esses dados de
violências retratam um perfil, dos que matam e que morrem com faixa etária de
15 a 29 anos. Afinal, quem não conhece um vizinho do bairro, parente ou amigo
que foi vitima ou teve envolvimento com a violência urbana? Segundo a PNAD
2020, o RN possui a quinta maior taxa de desocupação do país, a taxa entre os
jovens de 18 a 24 anos bateu o recorde neste mesmo ano, chegando a marca de
36%. O recorde no ano de 2012 era de 30%. Afinal, quem não conhece ou tem um
jovem em sua casa desempregado (ou é esse jovem)? Do outro lado da cena, uma
pesquisa recente (2021) do IP SENSUS, apontou os 50 deputados estaduais mais
citados no Rio Grande do Norte. Não é de se espantar que a maioria dos nomes
citados retrata um perfil com idade média de 40+ anos, brancos, com poder
aquisitivo médio/alto, declarados heterossexuais. Como os jovens potiguares,
aqueles que estão no furacão do desemprego e da violência, têm sido
representados no Legislativo? O Legislativo é o lugar onde as políticas
públicas em nível de estado são construídas, tem uma tendência de serem
compostas por diversos segmentos e representantes da sociedade, dos 24
deputados atuais não há nenhum declarado LGBT, negro e somente um deputado
assumiu com faixa etária de 18 a 32 anos. Esse contexto reflete na falta de
projetos e ações voltadas às juventudes em especial, desses jovens negros e das
periferias. É urgente que partidos e toda sociedade apoiem e estimulem uma nova
geração, de jovens na política, tornando o espaço mais democrático e mais
representativo! Atualmente no estado esse espaço de representatividade parece
avesso, e em tempos de crise, as juventudes buscam ocupar cada canto do sertão
potiguar.
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