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| Imagem: Reprodução |
A
ação investiga pedofilia por meio de rede social e o envio de conteúdo
pornográfico por parte de um homem para uma criança de 10 anos, que mora na
Grande Natal, por meio de redes sociais.
Equipes
do Ministério Público de SP, com acompanhamento de uma promotora de Justiça do
MPRN, cumpriram mandado de busca e apreensão na capital paulista, onde o
investigado mora.
De
acordo com as investigações do MPRN, no ano passado o aliciador usou o serviço
de mensagem direta de uma rede social da criança para estabelecer o primeiro
contato.
Após
algumas conversas, o homem passou a tentar seduzir a criança e chegou a enviar
foto com conteúdo pornográfico para ela.
Na
troca de mensagens, o aliciador usava perfis falsos, observa informação do
portal virtual do MPRN na internet.
O
nome da operação é uma alusão a esse serviço de mensagens diretas disponível na
rede social.
“A mãe estava atenta à navegação da criança
na internet e em certo momento acabou vendo a troca de mensagens e procurou o
Ministério Público do Rio Grande do Norte. Iniciamos a investigação
imediatamente. Usamos uma metodologia de cruzamentos de dados, fazendo com que
a apuração fosse praticamente toda virtual até conseguirmos localizar o aliciador”,
explicou a promotora de Justiça Liv Severo, do Grupo de Atuação Especial de
Combate ao Crime Organizado (Gaeco), órgão do MPRN.
Liv
Severo foi quem, com apoio do MPSP, cumpriu o mandado de busca e apreensão nesta
segunda-feira.
No
cumprimento do mandado, foram apreendidos o computador do suspeito e outros
dispositivos de informática.
O
promotor de Justiça Fausto França, coordenador do Gaeco, ressaltou a
importância da Operação Direct.
“Essa operação deflagrada nesta segunda serve
para mostrar que o ambiente da internet não é sem lei. O material apreendido na
casa desse homem será trazido para Natal e vai ser analisado pela equipe do
Laboratório de Computação Forense do Gaeco, que atua no assessoramento técnico
desde o início. Durante essa etapa, será possível desenvolver algumas linhas de
pesquisa da investigação e apurar se essa criança é a única vítima desse
aliciador ou se ele mantém o mesmo tipo de contato com outras pelo país”,
explicou.
A
promotora de Justiça Sandra Angélica Pereira Santiago, coordenadora do Centro
de Apoio Operacional às Promotorias de Justiça da Infância e Juventude,
destacou ainda que os pais e responsáveis devem ficar atentos e monitorar as
redes sociais e a navegação dos filhos na internet.
“A Operação Direct só foi deflagrada porque a
mãe dessa criança conseguiu ver as mensagens que o aliciador mandou para ela e
procurou o Ministério Público do Rio Grande do Norte para pedir ajuda. Esse
exemplo deve ser seguido para evitar que outras crianças sejam vítimas, cabendo
aos pais manterem um diálogo aberto com os filhos, acompanhar a navegação das
crianças e orientá-las”, concluiu.
Após
a análise do material apreendido, o aliciador paulista poderá ser denunciado
pelo assédio à criança e ainda por armazenar o conteúdo pornográfico envolvendo
criança.


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