![]() |
| Foto: Reprodução |
Conselheiros
e auditores do Tribunal de Contas do Estado do RN (TCE/RN) receberam nesta
segunda-feira (24) representantes do Fórum Estadual dos Servidores Públicos,
que reúne entidades sindicais de diversas categorias, para discutir
alternativas que ajudem o estado a sair da atual crise econômico-financeira.
Participaram
do encontro os conselheiros Tarcísio Costa, Poti Júnior, Gilberto Jales, Renato
Dias e os auditores Marco Montenegro, Ana Paula Gomes e Antonio Ed Santana,
relata informação da assessoria de comunicação social do TCE, na capital
potiguar.
Na
ocasião, o conselheiro Tarcísio Costa recebeu do presidente do Sindicato dos
Auditores Fiscais do Estado do RN, Pedro Lopes, um documento elaborado pelas
entidades apontando ações prioritárias para conter a crise.
Tarcísio
Costa colocou a instituição à disposição do fórum e se comprometeu a entregar
cópias do documento para todos os conselheiros e posteriormente analisar os
dados juntamente com o presidente do TCE/RN, Carlos Thompson, que não
participou da reunião por estar viajando.
Durante
o encontro, os representantes pediram apoio do TCE para analisar os dados pelo
fórum acerca da situação financeira do estado.
“Viemos pedir o apoio do TCE na avaliação
desses dados. Temos certeza que ninguém melhor que o Tribunal de Contas para
nos ajudar nessa análise”, afirmou Ana Cláudia Saraiva, presidente da
Associação dos Delegados de Polícia Civil do RN (Adepol/RN).
Segundo
ela, se não houver dinheiro extra na conta do estado, os servidores terminarão
2016 com dois meses de atraso.
A
análise sobre a situação orçamentária e financeira do RN teve como base, além
das informações divulgadas pelos portais da transparência, um estudo elaborado
pelo Conselho Nacional dos Secretários de Planejamento (Conseplan) que aponta o
comprometimento dos Estados com repasse aos poderes Judiciário e Legislativo,
além de órgãos autônomos como Ministério Público, Tribunais de Contas e
Defensoria Pública.
Segundo
Pedro Lopes, do Sindicato dos Auditores Fiscais, o estudo do Conseplan mostra
que o TCE/RN tem o segundo orçamento mais baixo do Nordeste e o quarto do país,
entre os Tribunais de Contas estaduais.
“O TCE do RN não é caro. Está bem abaixo da
média nacional”, afirmou.
O
conselheiro Poti Júnior lembrou ainda que o TCE/RN teria o menor custo do
Nordeste se no o seu orçamento não fosse dividido entre o TCE e o Tribunal de
Contas dos Municípios (TCM).
O
conselheiro Gilberto Jales ressaltou que a transparência dos dados financeiros
é fundamental no esforço para o estado sair da crise.
“Temos que fazer uma análise aprofundada dos
números. Vamos focar na receita, o que isso impactou. Vamos colocar todos os
números na mesa e discutir”, afirmou.
Ele
observou que o TCE/RN, desde 2015, vem contribuindo com medidas de contenção e
lembrou que este ano o Tribunal já contingenciou R$ 1,6 milhão por meio de
decretos governamentais, chegando ao total de R$ 2,4 milhões nos dois últimos
anos.


Nenhum comentário:
Postar um comentário