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| Foto: Fábio Cortez/Assecom ALRN |
Dando
continuidade às ações da Comissão Especial de Segurança da Assembleia
Legislativa do RN, instituída para discutir o enfrentamento da crise no sistema
de Defesa Social do Estado, nesta quarta-feira (26) os secretários de
Planejamento e Finanças, Gustavo Nogueira, e o de Segurança Pública e Defesa Social,
Caio Bezerra, estiveram prestando esclarecimentos aos
deputados em reunião.
Segundo
eles, o principal problema do setor é a crise financeira instalada no Estado,
destacou informação da assessoria de imprensa do Poder Legislativo potiguar.
“O secretário de Planejamento falou em
Orçamento Ampliado, mas para a Segurança, no Orçamento Geral para 2017 o
percentual é de 10,67%, reduzindo assim o que está posto para este ano. Esta
Casa atendendo aos apelos dos vários segmentos ligados à Segurança vai
redirecionar as emendas individuais do orçamento vigente para este setor e para
a Saúde”, afirmou o presidente da Comissão, deputado Hermano Morais (PMDB).
Segundo
Gustavo Nogueira, o Estado aplica em Segurança 13%, estando acima do limite
estabelecido, mas mesmo assim os recursos são insuficientes.
”A dificuldade é
extrema. Ou o Governo Federal age de forma diferente em relação aos estados do
Nordeste ou vai se chegar a uma crise mais aguda, com as perdas do Fundo de
Participação”,
afirmou o secretário.
Gustavo
elogiou a ação da ALRN em direcionar emendas para o sistema de Segurança
Pública.
“É meritória essa posição da Assembleia”,
destacou.
Para
o secretário Caio Bezerra, o tráfico de drogas e suas consequências são os
problemas maiores que afetam o sistema, registrando que 60% dos homicídios
estão relacionados ao tráfico homicida.
Outro
ponto destacado é a falta de efetivo.
“Há mais de 10 anos não há concurso na área
de segurança. A Polícia Militar está com efetivo reduzido e envelhecendo. A
Polícia Civil com carência de 70% do que é previsto. No ITEP não há médicos
legistas para fechar o plantão do mês”, acentuou o secretário.
Já
a delegada Ana Cláudia, representante da Associação dos Delegados de Polícia
Civil do RN (Adepol/RN) na reunião, relatou que o problema maior na Polícia
Civil é a falta de investimentos na estrutura do sistema e adiantou: “se não houver investimentos daqui a pouco
não teremos onde trabalhar. Não tem gestor que possa executar seus projetos sem
dinheiro. Nós temos feito milagre”.
Representado
os oficiais da Polícia Militar e Corpo de Bombeiros, o capitão Antoniel Moreira
enfatizou que a crise na segurança existe há muito tempo e ela só vem se
agravando.
“O Estado está devendo R$ 5 milhões de
aluguel de carros utilizados pela Polícia. Hoje a Polícia tem dificuldade de
alimentar a tropa em serviço”, disse o capitão.
Na
manutenção do sistema prisional, orçamento vai todo para alimentação e reforçou que é preciso investimento na
valorização do pessoal.
“Precisamos de material para revista de
visitantes nos presídios, repouso nas guaritas, armamento, munições, coletes e
transporte”, enfatizou Vilma Batista, presidente do Sindicato dos Agentes
Penitenciários do RN.
Na
próxima segunda-feira (31), a deputada Cristiane Dantas (PCdoB) vai submeter o
seu relatório à Comissão para discussão e votação e em seguida será entregue ao
presidente da ALRN, deputado Ezequiel Ferreira (PSDB).
A
Comissão Especial, desde a sua instalação, já ouviu além dos participantes
desta quarta-feira, os representantes da Delegacia Geral da Polícia, do Comando
Geral da Polícia Militar; Corpo de Bombeiros Militar; Defensoria Pública;
Fundação da Criança e do Adolescente; Tribunal de Justiça; Ministério Público;
e, Tribunal de Contas do Estado.


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