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| Foto: Eduardo Maia/Assecom ALRN |
Representando
a Assembleia Legislativa do RN na manifestação Grito do Vaqueiro que ocorreu em Brasília nos dias 24 e 25, em
defesa das vaquejadas, o deputado Tomba Farias (PSB) fez uso da tribuna para
reforçar o apelo na defesa da atividade que gera emprego e renda para milhares
de famílias no RN e no Nordeste.
“A decisão do Supremo Tribunal Federal [STF] foi
um equívoco e lá tivemos a oportunidade de defender todas as famílias que tiram
daí o seu sustento, criam seus filhos e lutam para ter uma vida digna”,
afirmou o parlamentar.
Tomba
Farias contou que na ocasião foi entregue ao titular do Ministério da Agricultura,
Pecuária e Abastecimento (Mapa) um documento mostrando as mudanças a fim de melhorar
as condições dos animais, conforme transmite release produzido pela assessoria
de imprensa da ALRN.
“O movimento que aconteceu em Brasília encheu
os olhos dos nordestinos e daqueles que acreditam que a decisão contrária foi
um grande equívoco. Lá tivemos a oportunidade de levar a nossa palavra. Nos
preocupamos com os maus tratos aos animais e nesse sentido foram feitas várias
mudanças, como retirada das esporas, a questão da alimentação e água, o colchão
de areia com mais de 50 centímetros de altura e os cuidados com os ferimentos”,
destacou o deputado.
O
parlamentar viajou acompanhado de uma comitiva, composta por dirigentes de
entidades, como a Associação Norte-Rio-Grandense de Cavalos Quarto de Milha e
Associação dos Vaqueiros Amadores do RN, além de criadores e praticantes do
esporte. Tomba lembrou que a vaquejada tem uma tradição secular.
“Estamos aguardando com muita tranquilidade a
sensibilidade do Ministério [da Agricultura, Pecuária e Abastecimento]”,
disse.
O
agravamento da seca reforça a preocupação do deputado com a renda das famílias
que vivem da atividade.
“Num momento como esse, não saiu ninguém se
preocupando com a seca e inclusive falei sobre a morosidade da adutora de Caicó,
que irá fornecer água a 60 mil habitantes e citei as dificuldades que a gente
tem para receber os recursos para as obras hídricas”, justificou.
Em
aparte, os deputados Hermano Morais (PMDB), Vivaldo Costa (PROS), Getúlio Rêgo
(DEM), George Soares (PR) e Ricardo Motta (PSB) também defenderam a atividade.
“A bacia leiteira do Seridó, a maior do RN,
está praticamente dizimada pela seca, então seria importante que o Supremo
Tribunal Federal se associasse nessa luta”, disse Vivaldo Costa.
Para
o deputado Hermano Morais, a situação gera revolta e comoção, como mostrou a
mobilização em Brasília.
Getúlio
Rêgo destacou que a atividade é secular, envolve outros segmentos da sociedade
e seu fim geraria uma grande repercussão social.
Na
avaliação de George Soares o ato em Brasília mostrou a mobilização de um setor
importante que fornece impostos e empregos, colaborando com a economia.
“O fim da vaquejada não é solução para nenhum
problema, mas o início de um grande caos econômico e social”, finalizou Tomba
Farias.


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