terça-feira, 21 de junho de 2016

Água: Caern constrói poços como alternativa de abastecimento no Vale do Açu e imediações

Foto: Reprodução
A Companhia de Águas e Esgotos do RN (Caern) está se antecipando com a construção de poços tubulares, a fim de promover o abastecimento em cidades ameaçadas de colapso na região do Vale do Açu e proximidades, atendidas com água da Barragem Engenheiro Armando Ribeiro Gonçalves.
Com o baixo nível da barragem, a companhia iniciou estudos no ano passado em busca de alternativas que viabilizassem o abastecimento em municípios da região, explica informação vinda da assessoria de comunicação da empresa estatal, na capital potiguar.
A primeira bateria de quatro poços construídos ao longo da RN-406 já está concluída, no município de Afonso Bezerra, região Central do estado.
Eles estão programados para uma vazão de 100 m³/h, cada um, totalizando 400 m³/h.
Segundo o gerente em exercício de Hidrologia e Perfuração de Poços (GHP), Marcelo Augusto de Queiroz, está prevista a perfuração de outros seis poços, totalizando dez, todos com a mesma vazão de 100 m³/h.
Os poços estão sendo feitos com recursos próprios da Caern, no valor total de R$ 500 mil.
Outra iniciativa visando a construção de poços deve beneficiar as cidades de Assú e Mossoró.
A Caern vai iniciar a pesquisa em área do município de Assú, localizada na rodovia que liga aquele município a Carnaubais, visando a construção de quatro a cinco poços.
O primeiro deles já deve começar a ser construído em julho, com previsão de vazão de 100 m³/h e o objetivo de suprir de recursos hídricos a cidade de Assú.
Atualmente, Assú recebe água da Barragem Engenheiro Armando Ribeiro Gonçalves, com o volume de 600 m³/h.
A partir da entrada dos novos poços em operação, essa água deixará de ser retirada da barragem, beneficiando indiretamente a cidade de Mossoró, que também é abastecida pelo manancial.
Essa sobra vai ser destinada à Adutora Jerônimo Rosado, beneficiando Mossoró”, explica Marcelo Augusto.
A Caern está antecipando a solução de um possível problema futuro, se tivermos um novo ano de seca”, completou o engenheiro.

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