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| Foto: João Gilberto/Assecom ALRN |
A
ativação de um Fórum que foi criado e não foi implantado, para a discussão com
órgãos governamentais acerca do combate efetivo da intolerância religiosa e a
designação da Coordenadora de Políticas de Promoção da Igualdade Racial, Mary
Regina dos Santos, para dialogar com os órgãos de Segurança do estado sobre a
Política Pública para o setor, foram os encaminhamentos finais da audiência
pública sobre Intolerância Religiosa Contra Povos de Tradição Afro Ameríndia no
RN, realizada nesta segunda-feira, (27), no auditório Cortez Pereira, da
Assembleia Legislativa do RN.
“Todas as religiões tem que ser respeitadas,
pois nós só vamos ter uma sociedade sadia quando acabarmos com essa
intolerância. A Assembleia Legislativa é o espaço plural para o debate de todas
as visões e o nosso mandato tem o interesse de caminhar junto com todos os
setores perseguidos, sempre defendendo o combate à intolerância”, disse o
deputado Fernando Mineiro (PT), propositor da conferência ao comunicar os
encaminhamentos, frutos das questões colocadas pelos integrantes da mesa dos
trabalhos e dos debatedores.
Mary
Regina disse que a Coordenadoria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial
está elaborando um plano de combate à intolerância racial que vai ser discutida
com o setor de segurança pública do estado.
“O intolerante pra mim é um doente que
precisa ser afastado da sociedade, porque não tem condições de respeitar o seu
próximo. Encaminhamos um apelo que há muitos anos é reclamado por toda a
comunidade do estado que é uma delegacia especializada de combate à
intolerância religiosa”, afirmou Regina.
Em
sua fala, o Baba Melquisedec Costa da Rocha disse que a intolerância está
partindo para a violência física e destruição de templos.
“Essa intolerância também é política. Queremos
o nosso espaço que é garantido por lei”, reforçou, conforme informação
produzida pela assessoria de comunicação social da ALRN.
Na
opinião da Mãe de Santo Yá Luciene de
Oya não é possível viver mais com essa intolerância.
”Temos direito ao livre culto religioso, mas
em pleno século XXI somos perseguidos”, disse ela.
A
Mesa dos trabalhos foi presidida pelo deputado Fernando Mineiro e contou com a
presença da Coordenadora de Políticas de Promoção da Igualdade Racial, Mary
Regina dos Santos; Baba Melquisedec Costa da Rocha; e, a Mãe de Santo Yá
Luciene de Oya.


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