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| Foto: Assecom/ALRN |
O
programa que desde 2011 transformou a Assembleia Legislativa do RN, a partir da
inclusão de três servidores com Síndrome De Down na convivência diária de
servidores e deputados, deverá ser modelo para a Câmara Federal, em Brasília.
O
exemplo de Manuela, Kalina e Felipe, nomeados para trabalhar no Cerimonial da
Casa e no auxílio às funções do plenário durante as sessões, foi levado pelo
deputado federal Rafael Motta (PSB) para a Primeira Secretaria da Câmara, que
enviou a Natal técnicos do setor de acessibilidade da instituição para conhecer
a ação pioneira no legislativo potiguar.
É
o que informa a assessoria de comunicação social do Poder Legislativo potiguar.
“A Assembleia oportunizou a três jovens com
síndrome de down a trabalharem nessa Casa num momento de interação entre essas
pessoas, os funcionários e os deputados estaduais. Esse é um exemplo que vem
ser conhecido in loco pela Câmara Federal para que possa ser implantado por
ela. É um marco e mais uma vez a Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte
é pioneira num projeto de inclusão tão importante e tão relevante”, afirma
o presidente da ALRN, deputado Ezequiel Ferreira de Souza (PSDB).
“Nós temos um programa de acessibilidade lá
na Câmara que é bem amplo e envolve não só pessoas com deficiência intelectual,
mas pessoas com deficiência física, dificuldade de locomoção, pessoas com
deficiência visual, deficiência auditiva, não só para o público interno, mas
também para visitantes, internautas, telespectadores que acessam a TV Câmara,
então nós temos vários recursos de acessibilidade”, explicou Adriana Padula
Jannuzi, coordenadora do programa de acessibilidade da Câmara, que veio a Natal
com Virgínia Queiroz Alves, técnica de plenário da Câmara dos Deputados.
“Temos um projeto de inclusão social no
mercado de trabalho apoiado. São pessoas com deficiência intelectual que fazem
higienização de livros na biblioteca da Câmara. Não temos nenhum projeto
semelhante a esse para inclusão de pessoas com Síndrome de Down para atividades
de plenário e de cerimonial”, afirmou Adriana, que acompanhou todo o
trabalho dos nomeados pela ALRN dentro do programa de inclusão.
“Já trabalho com deficiência desde 2004 e
tenho consciência que trabalhar com essas pessoas traz uma visão mais humana do
mundo. Eu acho que é benéfico para eles, pois ganham cidadania, recebem
salários e têm uma atividade produtiva. Bom também para quem trabalha com eles
porque muda a visão”, concluiu a servidora da Câmara Federal.
O
presidente Ezequiel Ferreira adiantou que a próxima ação de inclusão da ALRN será
a implantação do programa de interpretação de Libras, para que as pessoas com
deficiência auditiva possam assistir e entender o que está sendo discutido no
plenário da Casa.


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