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| Foto: João Gilberto/Assecom ALRN |
O
governo do estado, através da Secretaria Estadual de Administração e Recursos
Humanos (SEARH), anunciou a realização de concurso público para preenchimento
de 1.400 vagas de professor e especialista em Educação.
Diante
dessa iniciativa, o deputado estadual Dison Lisboa (PSD) destacou, em sessão
ordinária de terça-feira (03), a importância do processo seletivo.
O
parlamentar também falou sobre os ajustes fiscais aprovados na semana passada,
registra informação vinda do órgão de comunicação da Assembleia Legislativa do
RN.
“O concurso é de grande importância diante do
quadro de professores do Estado. O governo já tomou algumas atitudes convocando
alguns professores, mesmo assim há um déficit na sala de aula das escolas
estaduais”, disse Dison.
O
parlamentar ressaltou dados da Secretaria Estadual de Educação e Cultura (SEEC)
que apontam que a rede estadual de ensino conta com 12 mil professores efetivos
e que ainda assim não conseguem suprir a necessidade de se cumprir as 69 mil
aulas mensais.
“Deste número, em
torno de três mil professores estão em idade de aposentadoria”, falou o
deputado.
A
remuneração prevista é de R$ 2.013,39.
As vagas foram distribuídas, além de
especialista em Educação, para professor das seguintes disciplinas: Arte; Arte-Música;
Ciências Biológicas; Educação Física; Filosofia; Física; Geografia; História;
Língua Espanhola; Língua Inglesa; Língua Portuguesa; Matemática; Pedagogia -
Anos Iniciais; Libras- Ed. Especial-intérprete/tradutor; Libras- Ed. Especial-
professor; Pedagogia-Ed. Especial; Química; Ensino Religioso; e Sociologia.
A
nomeação deverá ser imediata e ainda ocorrerá a formação de cadastro reserva do
quadro de pessoal da Secretaria de Estado da Educação e da Cultura.
Ainda
durante seu pronunciamento, o deputado Dison Lisboa falou sobre o projeto de
ajuste fiscal do Governo aprovado pela ALRN e destacou que nem os deputados,
nem o governador gostariam de aprovar o ajuste, mas era necessário para que o “Estado permanecesse em pé”.
“O Governo herdou essa situação e essa foi
uma atitude da maioria dos estados e o RN foi o que encaminhou o menor ajuste.
Muitos municípios estão com dificuldades de pagar o décimo”, disse Dison.
Em
aparte, o deputado Getúlio Rêgo (DEM) falou sobre os motivos que o levou a
votar contra ao pacote de ajustes e disse que as dificuldades enfrentadas pelo
governo são antigas.
“Votei consciente e respeitando a posição de
todos os parlamentares. O problema da crise é nacional. O governador Robinson
Faria, como aliado da Dilma, deve pedir ajuda à presidente”, disse Getúlio.
Kelps
Lima (SDD) falou sobre as promessas de campanha de Robinson Faria e questionou
como o governador vai cumpri-las.
“O governador também é responsável pela forma
como se encontra o Estado. Ele não vai cumprir as promessas que fez durante a
campanha eleitoral. O governador vai colher o resultado dessas promessas que
não serão cumpridas, pois a sociedade não é boba”, disse Kelps.
O
deputado Hermano Morais (PMDB) disse que votou contra o ajuste fiscal diante de
alternativas que ainda não foram utilizadas e chamou atenção para a eficiência
dos gastos.
“Espero que os
recursos sejam bem aplicados e que melhorem os serviços oferecidos à população.
É de responsabilidade do governo redundar esse ajuste em benefício para a
sociedade”,
destacou Hermano Morais.
Márcia
Maia (PSB) disse que espera que essa fase passe logo e que nem o setor
produtivo, nem os cidadãos sejam penalizados.


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