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| Foto: João Gilberto/Assecom ALRN |
O
pacote fiscal do governo do estado, com os projetos de ajuste do Imposto sobre
Operações relativas à Circulação de Mercadorias e sobre Prestações de Serviços
de Transporte Interestadual e Intermunicipal e de Comunicação (ICMS), Imposto
Sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) e do Imposto de Transmissão
Causa Mortis e Doação (ITCMD) foi aprovado pela maioria pelos deputados na
sessão plenária desta terça-feira (27), com 16 votos a favor e cinco contra.
Os
projetos chegaram há mais de um mês na Casa e passaram por todas as comissões
temáticas, atendendo necessidade de adequação do Governo ao novo momento
econômico, como já foi feito pelo governo federal e vem sendo incorporado por
outros Estados da federação.
Durante
a discussão da matéria, os deputados que se posicionaram contra ponderaram
sobre as dificuldades que a população está enfrentando e sugeriram ao governo
cortar custos.
As
emendas que tratavam da temporalidade, uma dando prazo de 24 meses e outra de
48 meses para a vigência do aumento foram rejeitadas.
Votaram
a favor os deputados Albert Dickson (PROS); Álvaro dias (PMDB); Carlos Augusto
Maia (PtdoB); Cristiane Dantas (PCdoB); Dison Lisboa (PSD); Galeno Torquato
(PSD); Gustavo Carvalho (PROS); José Dias (PSD); Nélter Queiroz (PMDB); Raimundo Fernandes (PROS); Ricardo Motta (PROS);
Souza Neto (PHS); Tomba Farias (PSB); e, Vivaldo Costa (PROS).
E
ainda, o líder do governo, Fernando Mineiro (PT) e o presidente da Assembleia
Ezequiel Ferreira (PMDB), aponta informação vinda da assessoria de imprensa do
Legislativo potiguar.
Os
deputados Kelps Lima (SDD), Getúlio Rêgo (DEM), George Soares (PR), Hermano
Morais (PMDB) e Márcia Maia (PSB) votaram contra.
Ausentes
os deputados José Adécio (DEM), Gustavo Fernandes (PMDB) e Jacó Jácome (PMN).
O
secretário estadual de Tributação, André Horta acompanhou a votação na ALRN.
Com
relação ao ICMS, o primeiro projeto levado à votação, foi feito um substitutivo
ao projeto original.
Na
matéria levada a plenário, a nova alíquota para mercadorias, bens e serviços é
de 18%.
Outras
principais alterações foram a de combustíveis, passando de 25 para 27%,
telecomunicações para 28%.
Nesse
projeto do ICMS foi encartada uma emenda de autoria do deputado Gustavo
Carvalho, subscrita por 16 deputados, dando nova redação ao artigo 17, visto
que o RN tem hoje a terceira maior taxação de armas e munições.
Com
relação ao IPVA (Projeto de Lei nº 190/15), a alíquota foi alterada em 0,5%,
passando de 2,5% para 3%, no tocante a automóveis, caminhonetes, micro-ônibus e
embarcações recreativas.
Não
foram modificadas as alíquotas para outras categorias de automóveis: ônibus,
caminhões, cavalos mecânicos, veículos de locação e motos de até 200
cilindradas.
Antes
de chegar a plenário o projeto relativo ao IPVA teve votação final na Comissão
de Administração, Serviços Públicos e Trabalho.
Nesse
projeto, foi encartada emenda do deputado Dison Lisboa (PSD) que permite o
parcelamento do importo em cinco prestações, a fim de não dificultar o
pagamento para algumas categorias de profissionais, como os mototaxistas.
O
ITCMD foi votado com as emendas apresentadas ainda durante sua passagem pela
Comissão de Finanças e Fiscalização.
O
projeto original do Governo só continha dois níveis de escalonamento e a Comissão
alterou para quatro níveis, variando de 3% a 6%: 3% para valores até R$ 500
mil; 4% para valores entre R$ 500 mil e R$ 1 milhão; 5% para valores entre R$ 1
milhão e R$ 3 milhões; e, 6% para os valores acima de R$ 6 milhões.


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