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| Foto: Alexssandro Loyola/Assessoria |
Menos
de dois meses após apresentar a proposta de Orçamento de 2016 com déficit de R$
30 bilhões, vem à tona a informação de que neste ano as contas do governo
fecharão com um rombo bilionário.
Foi
uma transformação radical de um ano para cá, pois o Planalto estimava um
superávit primário de R$ 143,2 bilhões, o equivalente a 2,5% do PIB.
Mas
nesta semana, pela primeira vez, o ministro da Casa Civil, Jaques Wagner,
admitiu um rombo de pelo menos R$ 50 bilhões, com possibilidades reais de ser
bem maior.
Diante
desse cenário, o deputado federal Rogério Marinho afirma que a situação caótica
das contas públicas “é fruto do
despreparo e da irresponsabilidade da gestão petista”, registra informação publicada
pelo Diário Tucano.
A
situação pode piorar diante da determinação do Tribunal de Contas da União para
que sejam incluídas nas contas deste ano as chamadas “pedaladas fiscais”.
Com
isso, o rombo será maior que R$ 70 bilhões, o que agrava ainda mais o quadro.
Para
Rogério, até o momento o governo “cortou
vento” na tentativa de melhorar suas contas.
O
parlamentar criticou os gastos do governo sem previsão orçamentária, as
pedaladas – ou seja, o financiamento do governo com recursos dos bancos
públicos e o remanejamento de dotações orçamentárias sem autorização legal.
“Esses atos fragilizam as contas públicas e
retiram a possibilidade de que o país tenha uma imagem de seriedade no exterior”,
alertou.
Ele
acredita ainda que as inúmeras alterações na meta de superávit e, agora, a
confirmação do déficit, deixam claro que há falta de planejamento e de
credibilidade.
Ao
longo de tempo, o governo vem reduzindo gradativamente a meta fiscal.
No
fim do ano passado, o valor passou de R$ 143,2 bilhões para R$ 66,3 bilhões,
equivalente a 1,2% do PIB.
Em
julho, o governo diminuiu ainda mais o superávit primário, que passou a ser de
R$ 8,7 bilhões (0,15% do PIB) e, agora, veio a confirmação do déficit.


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