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| Cleber Andriotti |
Passar
por um processo seletivo faz parte dos momentos mais tensos de qualquer
profissional: é preciso manter a calma e ir preparado com as melhores respostas
na ponta da língua. Porém, quem recruta também precisa ficar atento. Seleções
malfeitas prejudicam a empresa, que terá de arcar com perdas na produtividade
provocadas pela contratação de um colaborador que não se ajusta à organização.
Além disso, a atmosfera no ambiente de trabalho também é afetada por desentendimentos
com funcionários que ficam aquém do esperado.
Para
evitar más contratações, o primeiro passo é definir de maneira satisfatória o
tipo de perfil para a vaga em aberto. “Além de delimitar capacidades técnicas
na área, o gestor precisa saber quais serão as características comportamentais
desejadas para desempenhar a função”, afirma o consultor de Recursos Humanos
Cleber Andriotti, em artigo originalmente publicado pelo Correio Braziliense.
Segundo
o especialista, as empresas erram ao deixar de lado a parte comportamental na
hora de escolher novos funcionários. Clichês na entrevista, como perguntar
pontos positivos ou negativos, já são conhecidos pelos profissionais. “Para
responder a essas perguntas mais simples, os candidatos até decoram as melhores
dicas de sites especializados”, aponta Andriotti.
Caça-talentos
Ir
atrás de bons currículos ajuda o recrutador a fazer uma primeira triagem dos
candidatos antes mesmo do processo seletivo. Além de analisar bem os nomes que
chegam à empresa, é preciso checar sites especializados em armazenar perfis
profissionais.
A
coordenadora do curso de analista em Recursos Humanos da Fundação Getúlio
Vargas (FGV), Anna Cherubina, afirma que divulgar oportunidades em redes
sociais é outra boa forma de receber currículos, que podem demorar a chegar. “O
melhor é fazer isso em grupos ou comunidades específicas de determinada área.
Isso agiliza o recrutamento de candidatos”, sugere. Sites de relacionamento
gerais, como o Facebook, ou específicos para carreira, como o LinkedIn, podem
ser usados nessa fase.
Duração
Processos
seletivos mais longos permitem que cada dinâmica mostre um pouco das
habilidades do candidato — mesmo que ele acabe contratado em uma área diferente
da pretendida no início. A professora
Anna Cherubina afirma que é importante os gestores participarem das dinâmicas
para identificarem oportunidades. Além de ajudar a avaliar os participantes,
segundo a função da vaga, a presença da chefia serve para traçar os perfis
comportamentais. “Chefes e profissionais de recursos humanos devem discutir,
depois das atividades, as impressões sobre os candidatos para chegar a um
consenso sobre os perfis apresentados”, afirma.
Porém,
ainda que a participação dos gestores seja necessária, é fundamental que
profissionais da área de recursos humanos organizem a seleção. Acreditar que o
chefe direto da vaga aberta pode cuidar sozinho da contratação é um erro,
segundo Cleber Andriotti. “As empresas não querem gastar com RH, mas o prejuízo
de ter um mau funcionário pode ser muito maior porque há perda de produtividade
e, se ele for demitido, deve-se arcar com outros custos, como pagamentos de
seguros”, explica.
Palavra
de especialista
“Além
de delimitar capacidades técnicas na área, o gestor precisa saber quais serão
as características comportamentais desejadas para desempenhar a função”, Cleber
Castro, consultor em Recursos Humanos e sócio da Andriotti e Castro
Consultoria.


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