sábado, 9 de março de 2013

A morte de um herói da guitarra

Dizia preferir o intimismo dos pequenos clubes, como o Star Club, em Hamburgo, onde os seus Jaybirds aterraram pouco após os Beatles o terem abandonado a caminho de uma revolução musical e social.
Mas foi em 1969, no palco imenso do imenso Woodstock, quando os Jaybirds já tinham mudado o nome para Ten Years After, que Alvin Lee criou a sua lenda.
“I’m Going Home” eram dez minutos que transformavam o rock’n’roll de Chuck Berry ou Carl Perkins numa alucinação explosiva: a guitarra de Lee em aceleração constante, sabemos lá quantas notas por segundo, e, com ela, o nascimento de um guitar hero para a geração dos anos 1960.
Sua notoriedade só não foi maior – embora tenha sido respeitado à altura por todos os conhecedores da boa música – porque dividiu a mesma geração de Jimi Hendrix.
Alvin Lee, imortalizado em Woodstock, morreu quarta-feira (06), na sequência de complicações inesperadas resultantes de uma operação de rotina, anunciou a família no site oficial do músico.
Calou-se a guitarra incendiária de Woodstock.
R.I.P. Alvin.

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