quinta-feira, 19 de janeiro de 2023

Sífilis Não: ‘Operação Faraó’ investiga crimes que geraram dano financeiro de mais de R$ 26 milhões

Imagem: Reprodução
Por solicitação do Ministério Público Federal (MPF) e mediante ordens expedidas pela Justiça Federal no RN (JFRN), cerca de 90 policiais federais e 27 auditores da Controladoria-Geral da União (CGU) cumpriram, nesta quinta-feira (19), 20 mandados de busca e apreensão em Natal (05), São Paulo (03), Brasília (11) e Balneário Camboriú (01).
Denominado de Operação Faraó, o cumprimento dos mandados tem relação com a investigação de ilícitos no projeto Sífilis Não, e foi realizada pelo MPF com o apoio técnico da CGU, registra informação da assessoria de imprensa do MPF, em Natal.
Essa investigação teve início em 14 de agosto de 2018, quando um representante anônimo denunciou ao MPF que o proprietário da agência publicitária brasiliense Fields, identidade não revelada, teria feito acordos escusos para celebrar um contrato de R$ 50 milhões com a Fundação Norte-rio-grandense de Pesquisa e Cultura (Funpec), destinado à realização de uma campanha publicitária sobre a sífilis.
Tal campanha era parte do projeto Sífilis Não, coordenado pelo Laboratório de Inovação Tecnológica em Saúde (Lais), pertencente à Universidade Federal do RN (UFRN).
Os prejuízos ao erário calculados até o momento foram estimados em R$ 26.547.818,06, o que motivou que os envolvidos tivessem seus bens indisponibilizados por ordem judicial, na proporção dos atos individuais que praticaram, complementa a informação, que pode ser lida integralmente no portal eletrônico da Procuradoria da República do RN (PR/RN).

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