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| Imagem: Reprodução |
Eles
responderão por solicitação e recebimento de mais de R$ 1 milhão em propina
para manter contrato de inspeção veicular ambiental com o Departamento Estadual
de Trânsito do RN (Detran/RN), obtido irregularmente através de licitação
fraudada, em 2010.
O
dinheiro foi utilizado como “caixa dois” na campanha de reeleição do
parlamentar e de eleição da ex-governadora, relata informação da assessoria de
imprensa do MPF, na capital do estado.
Na
investigação, o MPF constatou que os valores foram pedidos a George Anderson
Olímpio da Silveira, que tinha interesse em pagar para assegurar o contrato
celebrado com o Consórcio Inspar, administrado por ele.
Em
colaboração premiada, o empresário afirmou que também houve acordo para o
pagamento mensal de vantagens indevidas. A propina foi negociada diretamente
pelo ex-senador e Carlos Augusto Rosado.
O
valor de R$ 1.150.000,00, pedido como “doação eleitoral” extraoficial, foi
repassado de forma fracionada.
Os
primeiros R$ 300 mil vieram de recursos próprios do empresário e os demais R$
850 mil através de empréstimos junto a agiotas (aos quais pagou juros até o
início de 2011) e a uma empresa do próprio Agripino Maia (R$ 150 mil).
O
suplente do senador, José Bezerra de Araújo Júnior – conhecido como Ximbica –, e o assessor parlamentar
Antônio Marcos de Souza Lima, também alvos da AIA, participaram da estratégia
de ocultação e dissimulação dos valores.
O
MPF requereu a indisponibilidade de bens dos réus.
Caso
condenados, eles poderão ser sentenciados ao ressarcimento integral do dano, à
perda da função pública, à suspensão dos direitos políticos, ao pagamento de
multa e à proibição de contratar com o Poder Público.
A
AIA tramita na 5ª Vara da JFRN, em Natal, sob o nº 0813396-88.2019.4.05.8400.


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