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| Imagem: Eduardo Maia/Assecom ALRN |
De
acordo com o parlamentar, os agentes foram expulsos sem que fosse instaurado
Processo Administrativo Disciplinar, fato este, segundo ele, corroborado por
documentação expedida pela própria Policia Militar do RN (PM/RN).
O
texto é procedente da assessoria de comunicação social da ALRN, na capital do
estado.
“Entre o final da década de 1970 e o início
da década de 1990, uma série de atos arbitrários, injustos, com flagrante e
nítido desrespeito ao Estado Democrático de Direito, foram cometidos pelas
autoridades que comandavam a Segurança Pública, em especial no âmbito da
Policia Militar do RN, contra mais de uma centena de policiais militares”,
explica Carlos Augusto.
O
deputado argumenta que, à época, foram atribuídos aos agentes “crimes que estes jamais cometeram”,
incorrendo assim em posterior exclusão da corporação sem o regular processo
administrativo.
“São atos que, em muito, se assemelham
àqueles praticados nas ditaduras que imperaram no país”, compara ele.
Carlos
Augusto ressalta que situação parecida ocorreu em outros estados brasileiros,
com causa favorável às vítimas, a partir da instituição de Lei de Anistia, “por se tratar de ilegalidade que, sob
hipótese alguma, merece ser convalidada por decisão administrativa, tampouco
por alegação de prescrição, conforme argumenta hoje o Executivo estadual”.
Como
presidente da Comissão de Defesa dos Direitos Humanos e da Cidadania na Casa
Legislativa, o parlamentar entende que o debate irá contribuir para a atuação
da comissão em torno do assunto.
“Diante de tais fatos, as vítimas vêm
buscando, ao longo de quase trinta anos, a correção de tamanha injustiça, já
tendo apresentado inúmeros requerimentos administrativos, os quais são
sistematicamente negados pelo Poder Executivo”, destaca Carlos Augusto.


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