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| Carlos Augusto Maia/Assecom ALRN |
Os jovens,
historicamente, sempre imprimiram sua marca na política brasileira. Quem é que
não se lembra dos “cara-pintadas”, no final dos anos 90, e, mais recentemente,
das manifestações “vem pra rua”, que mobilizaram pessoas de todas as idades,
muito especialmente, a juventude, nos quatro cantos do Brasil, em 2013? De
fatia importante do eleitorado a protagonistas de cargos eletivos, a juventude
brasileira vem batalhando por seu espaço no contexto político. Segundo o
Tribunal Superior Eleitoral (TSE), dados de 2014, 16,1% dos 142,8 milhões de
eleitores têm entre 16 e 24 anos de idade. E não é difícil identificar que os
políticos novos estão ganhando espaço entre nomes tradicionais. Uma oxigenação necessária
à democracia. Todos ganham com a alternância de poder. Fácil identificar também
que as redes sociais tornaram-se ambiente de discussão política. Os jovens
estão cada vez mais conectados. De acordo com uma pesquisa do Centro de Estudos
sobre as Tecnologias de Informação e Comunicação (Cetic.br), divulgada no site
BBC.com, 75% dos jovens entre 16 e 24 anos entram na rede diariamente. Em
opiniões e questionamentos aos governos ou oposições, em sites que avaliam o
desempenho dos governantes, elencando-os em rankings, ou em abaixo-assinados
virtuais, a participação online na vida política do país já é uma realidade. A
mesma reportagem da BBC mostra que, segundo um levantamento Datafolha,
divulgado no final de agosto do ano passado, 76% dos eleitores entre 16 e 24
anos disseram ter algum interesse pelas eleições, sendo que 30% afirmaram que
têm um "grande" interesse. O que significa que há um movimento real e
não apenas virtual impulsionando a juventude a exercer sua cidadania, seja
votando ou sendo votado. Basta uma conversa sem compromisso em qualquer
contexto social para identificar a insatisfação do brasileiro pelo “mais do
mesmo” e o desejo de novas lideranças e, consequentemente, de novas ideias e
renovadas soluções para velhos problemas. Como jovem que ingressou na política
recentemente, sinto o quanto a população deposita suas expectativas na carreira
de novatos. Por duas vezes, como vereador de Parnamirim-RN e agora como
deputado estadual, acabei personificando este anseio popular de interromper um
ciclo desgastado, de romper com nomes que se arrastam há anos no poder. As
pessoas estão cansadas dos velhos modelos políticos e estão bem mais
esclarecidas. Mais oxigênio, portanto. O Brasil precisa respirar.


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