Segundo
dados de uma pesquisa feita pelo portal eletrônico Vagas.com e publicada com exclusividade pela BBC Brasil de um
universo de 4.975 mil profissionais de todas as regiões do país ouvidos no fim
de maio, 52% disseram ter sido vítimas de assédio sexual ou moral.
E,
entre quem não passou por esta situação, 34% já presenciaram algum episódio de
abuso.
A
reportagem é de Rafael Barifouse e publicada por BBC Brasil.
O
portal virtual Vagas.com enviou o
questionário para 70 mil profissionais de sua base de dados, escolhidos entre
os que tinham atualizado seu currículo nos seis meses anteriores e tinham ao
menos um emprego em seu histórico.
O
assédio moral foi definido como "ser
motivo de piadas e chacotas, ofensas, agressões verbais ou gritos constantes,
gerando humilhação ou constrangimento individual ou coletivo",
enquanto o assédio sexual trazia como definição "receber investidas com
tom sexual – cantadas, olhares abusivos, propostas indecorosas".
Nos
resultados, o assédio moral foi identificado como o tipo de abuso mais comum,
apontado por 47,3% dos profissionais que responderam a pesquisa, enquanto 9,7%
disseram ter sofrido assédio sexual.
Entre
os entrevistados, 48% disseram não ter sofrido assédio.
Alguns
entrevistados declararam ter sofrido os dois tipos de assédio.
Mas
os resultados mostram que, enquanto o assédio moral foi relatado em proporções
semelhantes por homens (48%) e mulheres (52%), o sexual é quatro vezes mais
comum entre elas: 80% das pessoas que disseram ter sido vítimas de abuso são do
sexo feminino.


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