Grupos
religiosos estão em uma cruzada nas câmaras municipais brasileiras para evitar
que a palavra “gênero” passe a fazer parte dos Planos Municipais de Educação
(PMEs), o conjunto de metas que as prefeituras terão que adotar pelos próximos
dez anos e que estão sendo votadas em vários pontos do país neste ano.
Em
SP, a pressão surtiu efeito e o termo desapareceu, na última quarta-feira (10),
das 34 páginas que estão sendo discutidas desde 2012.
A
reportagem é de Talita Bedinelli, publicada por El País.
A
pressão repete o que já foi visto no ano passado, durante a discussão do Plano
Nacional de Educação (PNE), em Brasília, quando o lobby religioso, liderado
especialmente pelos deputados evangélicos, também suprimiu a palavra do texto
final.
É
apenas mais um exemplo da mobilização de grupos religiosos para fazer valer
suas posições nas discussões relacionadas a inclusão e direitos humanos no
Brasil.
Na
própria quarta, deputados cristãos tomaram o plenário da Câmara dos Deputados,
presidida pelo evangélico Eduardo Cunha (PMDB), para protestar.
Rezaram
um Pai Nosso diante dos holofotes durante a votação da reforma política por
considerarem absurda a imagem de uma transexual crucificada durante a Parada
Gay em SP, no último domingo (07).


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