Apesar
de ter melhorado a renda e aumentado a posse de veículos automotores, a
população pobre ainda enfrenta os maiores problemas de mobilidade urbana nas
grandes cidades brasileiras.
Entre
as pessoas com renda per capita de meio a um salário mínimo, 17% passam mais de
uma hora no deslocamento casa/trabalho.
Essa
proporção é seis pontos percentuais superior à registrada nas famílias mais
ricas (acima de cinco salários mínimos).
Os
extremamente pobres (renda de até um quarto do salário mínimo), por outro lado,
passam, em média, tempo menor presos em engarrafamentos (58% gastam menos de 30
minutos).
Essa
situação, porém, reflete a falta de condições de mobilidade desse estrato da
população, que se vê obrigado a trabalhar em locais próximos de casa por não
poder pagar os custos do transporte público.
Os
dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD), do Instituto
Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE),relativo a 2012, sobre os
deslocamentos casa/trabalho, assim como sobre a posse de veículos automotores e
o acesso à política de auxílio-transporte, foram apresentados pelo Instituto de
Pesquisa Aplicada (Ipea) nesta quinta-feira (24) durante a coletiva de
divulgação do Comunicado nº 161 – Indicadores de Mobilidade Urbana da PNAD.


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