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| Imagem: Reprodução |
A
manifestação da entidade se deveu ao fato de a citada docente, do Departamento
de História do Campus do Assú, ter sido “constrangida” pelo reitor da instituição
acadêmica, professor Pedro Fernandes.
Veja,
abaixo, a íntegra da Nota de Solidariedade, que mereceu aprovação da Aduern
durante Assembleia Geral vivenciada na última sexta-feira (1º), em Mossoró:
O Brasil vive uma
conjuntura eivada por ataques à educação pública oriundo de um projeto político
que visa sucatear e desmontar a Universidade pública. A autonomia pedagógica de
professores e professoras tem sido posta em xeque em projetos como o “Escola
Sem Partido” e os parcos e limitados direitos dos trabalhadores e trabalhadoras
em educação estão sob forte ameaça. Neste sentido, toda postura que venha a
tergiversar sobre as garantias dos trabalhadores e trabalhadoras, deve ser repudiada
com veemência. No último dia 08 de fevereiro, o reitor da UERN, o Sr. Pedro
Fernandes Ribeiro Neto, ao comemorar em redes sociais o andamento da construção
de um hospital, que será sediado em nossa universidade, no Campus Central em
Mossoró, fez um desrespeitoso comentário, ao ser interpelado pela professora
Andreza Oliveira do Departamento de História de Assú, que cobrava a construção
de uma fossa séptica para o campus, em virtude da interdição de parte dos
banheiros do Campus. Pedro Fernandes se absteve de discutir sobre as demandas
estruturais básicas do CAWSL limitou-se a ironizar o fato de a professora ter
precisado se afastar do trabalho em licença médica, dizendo que enquanto ela
“curtia sua extensa” licença ele seguia trabalhando. É preciso explicar ao Sr.
Pedro Fernandes que os/as trabalhadores/as não curtem licenças para tratamento
de saúde como prazer, regalia ou privilégio. Ficar afastado das atividades de
trabalho por problemas de saúde é antes de tudo um infortúnio. Quanto a isto, o
papel da universidade e de seu Reitor deve ser garantir as condições mínimas de
funcionamento dos estabelecimentos de ensino e buscar auxiliar professores na
sua reinserção ao trabalho. A forma desrespeitosa com que o magnífico teceu seu
comentário jocoso contra a docente coloca em suspeição os direitos de todos que
constroem a UERN e que seguem dando o seu melhor mesmo em um contexto de três
folhas salariais em atraso. Espera-se de alguém que representa a UERN como seu
gestor maior, uma postura diametralmente oposta. Repudiamos a postura do
Reitor, Sr. Pedro Fernandes Ribeiro Neto e nos solidarizamos com a professora
Andreza Oliveira. Alguém cuja integridade profissional é atestada por sua
história em nossa instituição, como servidora pública exemplar e uma defensora
da universidade. Também reafirmamos que a licença médica é um direito de
qualquer servidor ou servidora que atravesse problemas de saúde e questionar a
validade dela é colocar em suspeição as garantias que os trabalhadores e
trabalhadoras conquistaram com anos de luta. Por respeito aos professores e
professoras e por nenhum direito a menos.


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