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| Imagem: Ilustração |
A
manifestação é assinada por dirigentes das seguintes organizações classistas: Federação
Nacional dos Policiais Rodoviários Federais (FenaPRF), Associação dos Delegados
da Polícia Federal (ADPF), Associação dos Peritos Criminais Federais (APCF) e Federação
Nacional dos Policiais Federais (Fenapef).
Leia:
As entidades
representativas de Policiais Federais e Policiais Rodoviários Federais tornam
público o desrespeito e a falta de ética que vem sendo a marca do tratamento
oferecido aos servidores federais de segurança pública pelo governo federal. Em
meio à maior crise de saúde vivenciada pela humanidade nas últimas décadas, a
população brasileira se vê mergulhada na luta pela vida contra a pandemia da
COVID-19. Na linha de frente desta guerra, servidores de saúde e de segurança
pública da União, Estados e Municípios, têm dado repetidos exemplos de
abnegação e desprendimento, com o risco e o sacrifício da própria vida no
enfrentamento da doença. O novo coronavírus não descansa e tampouco a
criminalidade, a corrupção, o tráfico de drogas e a violência estão em
quarentena, à espera dessa crise passar. Ao contrário, é neste momento, quando
os olhos da população estão voltados para o número crescente de vítimas dessa
pandemia, que a criminalidade aumenta seus esforços para, inclusive, se aproveitar
e expandir suas redes. Na noite deste sábado (2), o Senado da República
finalizou a votação do plano emergencial de socorro financeiro a Estados e
Municípios. Tal matéria já havia sido objeto de análise da Câmara dos
Deputados, mas, em uma manobra articulada pela equipe econômica do Governo, um
novo texto foi construído e relegou à vala comum os servidores públicos
federais das áreas de Saúde e de Segurança Pública. A despeito das diversas
manifestações pluripartidárias de Senadores pela necessidade de proteção do
Estado Brasileiro para com os profissionais que atuam na linha de frente
durante a pandemia, o texto aprovado e publicado, seja por uma ardil
articulação da equipe econômica do Governo, seja por uma inaceitável falha técnica,
sacrificou todos os servidores federais da saúde e da segurança pública, com o
congelamento de salários, promoções e progressões funcionais, ressalvando
apenas os profissionais de saúde e segurança pública dos Estados, Distrito
Federal e Municípios, além das Forças Armadas, numa discriminação
injustificável. Em um momento crítico, em que o empenho, a união e a luta de
toda a humanidade contra um inimigo comum se fazem necessários, e quando as
lideranças de médicos, enfermeiros e policiais surgem como um farol na
escuridão, o Governo brasileiro, através de sua equipe econômica, arrisca
abandonar seus agentes públicos à própria sorte, dando-lhes um tratamento
indevido, injusto e absolutamente imerecido. A Câmara dos Deputados tem o
importante papel de trazer luz e correção a essa triste distorção e os servidores
federais de saúde e segurança pública, e toda a sociedade brasileira, contam
com o empenho dos representantes do povo no Congresso Nacional.


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