quarta-feira, 25 de maio de 2016

Legislativo: Comissão de Finanças e Fiscalização discute Código de Segurança contra incêndio

Foto: João Gilberto/Assecom ALRN
Projeto de Lei oriundo do Governo do Estado, que institui o Código de Segurança contra Incêndio e Pânico do Estado do RN (COSIP/RN), foi discutido na reunião da Comissão de Finanças e Fiscalização (FCC) da Assembleia Legislativa nesta quarta-feira (24).
O relator da matéria é o deputado Dison Lisboa (PSD) e o comandante do Corpo de Bombeiros Militar do RN, coronel Otto Ricardo Saraiva de Souza, participou prestando esclarecimentos aos parlamentares sobre o papel da corporação em relação à segurança.
Dison Lisboa afirmou que o único ponto divergente é quanto à terceirização dos serviços e ressaltou que as explicações do comandante foram de muita valia para a elaboração do seu relatório, que será concluído para apreciação dos membros da comissão.
Esse projeto vem sendo discutido há dois anos e acredito que agora chegaremos a um termo final”, afirmou, de acordo com informação da assessoria de imprensa da ALRN.
O comandante reforçou que a celeridade na análise dos projetos, um dos pontos sempre alegados pelos que defendem a terceirização é uma realidade.
A redução de prazos deixou a pauta praticamente zerada. Ele também fez reforçou o papel dos bombeiros.
Sempre deixei claro que a atividade de análise do projeto de incêndio não é atribuição da engenharia. Em vários estados brasileiros a análise é atribuição específica do corpo de bombeiros, que não adentra na questão da engenharia, mas se limita à questão da segurança contra incêndio”, defendeu coronel Otto Ricardo.
Segundo ele, questões já alegadas como a demora na análise por parte da corporação, podem ser resolvidas com capacitação, gestão e ampliação do quadro de pessoal.
O comandante citou dados mostrando a celeridade do trabalho, um dos pontos mais alegados pelas entidades que defendem a terceirização, num comparativo entre a quantidade de projetos analisados nos anos de 2015 e 2016.
No mês de março de 2015 foram analisados 198 projetos e neste ano 352, mais de 150% a mais.
Em abril do ano passado foram 225 projetos analisados e neste ano 355.
O presidente da CFF, deputado Tomba Farias (PSB), e os demais membros da comissão, deputados Ricardo Motta (PSB), George Soares (PR) e Galeno Torquato (PSD), consideraram bastante elucidativas as explicações do comandante.

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