quinta-feira, 27 de novembro de 2014

MPF/RN: Procuradora convida novo governador a conhecer unidades prisionais

Cibele Benevides
A procuradora da República Cibele Benevides Guedes da Fonseca enviou ao governador recém-eleito do RN, Robinson Faria (PSD), um ofício no qual revela as dificuldades enfrentadas pelo Conselho Penitenciário do Estado.
A ideia da procuradora é fazer com que o futuro governador conheça de perto não só a estrutura do conselho, presidido por ela, como também as unidades prisionais do Estado, de acordo com a informação vinda do órgão de comunicação do Ministério Público Federal no RN.
Ressalte-se que compete, ainda, ao Conselho Penitenciário, por força da Lei de Execuções Penais, a incumbência de visitar as unidades prisionais do Estado e fiscalizar o seu funcionamento, motivo pelo qual convidamos, também, Vossa Excelência, a visitar, conosco, em dia e hora que Vossa Excelência preferir, qualquer uma das unidades prisionais estaduais do RN, para que possa ter uma ideia do caos, do desrespeito e da violação a todas as normas constitucionais e internacionais sobre dignidade da pessoa humana”, destaca trecho do convite.
O Conselho Penitenciário é um órgão colegiado que tem função consultiva (emitir pareceres em pedidos de indulto e livramento condicional) e fiscalizadora, na inspeção de estabelecimentos penais.
Atualmente, encontra-se localizado em um prédio antigo no bairro da Ribeira, em Natal.
Os conselheiros enfrentam péssimas condições de trabalho. O prédio não possui habite-se, é inseguro, e está sem manutenção por parte da Secretaria Estadual de Justiça e Cidadania”, explica a procuradora.
O ofício enviado ao futuro governador do Estado ressalta ainda a importância da eficiência do sistema prisional.
Jamais haverá solução para a violência ou segurança pública se não houver um sistema prisional eficiente, que de fato possa recuperar/ressocializar ao menos uma parte dos presos. Sem a eficiência desse serviço público – veja-se que a eficiência na Administração consagrou-se como princípio constitucional – o que o Estado do RN faz é fomentar o retorno ao crime por parte de quem é recolhido ao seu sistema prisional”, conclui.

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