Na
América Latina e no Caribe 7,8 milhões de jovens procuram trabalho, mas não
conseguem e essa "situação de crescimento econômico com emprego registrada
nos últimos anos não foi suficiente para melhorar o emprego dos jovens",
alertou quinta-feira (13) a Organização Internacional do Trabalho (OIT).
A
reportagem é publicada por Opera Mundi.
A
sede regional do organismo apresentou em Lima, capital do Peru, o documento Trabalho decente e juventude na América
Latina: políticas para a ação, que informa que a taxa de desemprego entre
os jovens na atualidade é de 13,9%.
Atualmente,
há cerca de 108 milhões de jovens na região, dos quais, aproximadamente, 56
milhões fazem parte da força de trabalho, ou seja, têm ou procuram um emprego.
Além
disso, a OIT informa que seis de cada dez jovens da região, o equivalente a
55,6% do total, trabalham na informalidade.
O
que significa baixos salários, instabilidade laboral e carência de proteção e
direitos.
O
documento da organização relata também que 21 milhões de jovens não estudam nem
trabalham.
A
OIT acrescentou que 4,6 milhões de jovens que não estudam, não trabalham, não
procuram emprego ou se dedicam aos afazeres domésticos.
Por
outro lado, o relatório destaca positivamente que, apesar de as estatísticas
trabalhistas não serem encorajadoras, o número de jovens que somente estuda aumentou
de 32,9% em 2005 para 34,5% em 2011.


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