quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

Levantamento: Gastos da Copa do Mundo superam repasses para educação

Nove dos 12 municípios sedes da Copa do Mundo de 2014 receberam mais repasses federais para obras do evento do que para a educação.
Levantamento feito pela organização Agência Pública a partir de dados da Controladoria-Geral da União (CGU) revela que, dos municípios que sediarão jogos do mundial de futebol, apenas Brasília, Rio de Janeiro e São Paulo gastaram menos com a Copa do que com a área educacional.
A informação é divulgada pelo portal Congresso em Foco nesta quinta-feira (09).
O cálculo da Agência Pública levou em conta apenas os repasses federais para os municípios, sem os valores desembolsados pelos estados e pelas próprias prefeituras.
Além disso, o financiamento tomado pelas unidades da federação para construir ou reformar as praças esportivas, no valor máximo de R$ 400 milhões, devem ser pagos com juros ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).
Em Recife, por exemplo, a construção da Arena Pernambuco recebeu um financiamento três vezes maior do que o que o governo federal repassou para a educação na capital pernambucana.
Das sedes, a única que não teve investimento direto da União na construção do estádio foi Brasília.
Toda a verba usada até agora para a reforma do Estádio Nacional Mané Garrincha saiu dos cofres do governo do Distrito Federal.
Mais especificamente da Companhia Imobiliária de Brasília (Terracap), que tem o Governo Federal como sócio minoritário.
Entre 2010 e setembro de 2013, informa a Agência Pública, a capital do país recebeu R$ 33 bilhões para a educação.
O valor entra na conta do GDF pelo Fundo Constitucional do DF, uma espécie de aluguel pago pela União por Brasília ser a sede dos poderes da República.
A verba deve ser usada exclusivamente em educação, saúde e segurança pública.

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