A
cada três assassinatos cometidos no Brasil, dois são de jovens negros de 15 a
24 anos de idade, revela o Mapa da Violência 2013, elaborado pelo Centro
Brasileiro de Estudos Latino-Americano (Cebela).
No
total, incluindo negros e não negros, foram mais de 660 mil jovens mortos em
duas décadas, um aumento de 207% no período de 1980 até 2011.
O
número de mortos nessa faixa etária é maior do que as vítimas de conflitos
armados em outros países, como o Afeganistão, considerando apenas os dados de
2004 a 2007.
A
reportagem é de Flaviana Serafim, publicada no portal Informa Cut.
A
discriminação e o preconceito racial são fortes componentes destas tristes
estatísticas.
Há
jovens vítimas da atuação de uma polícia repressora e mal preparada, outros que
se envolvem na criminalidade por conta do tráfico de drogas e, sobretudo, há
aqueles que permanecem socialmente excluídos, vivendo sob o ciclo de pobreza
que ainda afeta a população negra brasileira.
Para
mudança nesse quadro, a Central Única dos Trabalhadores (CUT) defende a
implementação de programas sociais de inclusão, como o Juventude Viva, do Governo Federal, que prevê diversas ações para
os jovens, como a adoção de período integral nas escolas estaduais e a criação
de espaços culturais.
A
Central avalia que também é necessário ampliar ações voltadas à segurança
pública, além de uma mudança profunda no modelo de polícia existente no país,
que é truculenta e atira antes de perguntar o que ocorreu.


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