Por Alan Bandeira Pinheiro
Portugal, por muitos anos, foi
metrópole do Brasil colônia. O primeiro, explorava nossas matérias-primas, tais
como: o pau-brasil, as drogas do sertão, dentre outras especiarias. Nessa
perspectiva, podemos inferir que se Portugal enriqueceu, boa parte deste feito,
tem como uma das principais causas a exploração do Brasil. Ainda acerca desse
ponto de vista, também cabe destacar que até o Ciclo áureo do Ouro, o nosso
país esteve dominado por Portugal. Por isso, alguns pesquisadores dizem: “O
Ciclo do Ouro deixou buracos no Brasil, igrejas em Portugal e fábricas na
Inglaterra”.
Nesse ínterim, através do Pacto
Colonial, a Colônia obrigatoriamente apenas poderia comercializar com a
Metrópole. Portanto, fomentando a relação de dependência e subordinação do
Brasil com Portugal. Certamente, essa relação, que perdurou por anos, foi
maléfica para o crescimento de nosso país na conjuntura mundial. É mister
afirmar ,que as grandes potências da época eram: França, Espanha , Portugal e
Inglaterra. Esta última, vivenciava a 1ª Revolução Industrial.
Não obstante, a Metrópole Portuguesa
virou colônia. Portugal, atualmente, é apenas a 31ª maior economia mundial. Nós,
brasileiros, somos a 7ª. Enquanto, integramos blocos de grande relevância, como
o Mercosul, os BRICS e Portugal, nossa antiga metrópole, integra os PIIGS. Este
acrônimo, refere-se ao conjunto das economias de Portugal, Itália, Irlanda,
Grécia e Espanha. A palavra significa “porcos” e contextualiza a situação
econômica em que vive esses países, desde a crise mundial de 2008.
Nessa diretriz, e diante de uma
situação que marca, efetivamente, a derrocada de Portugal, foi noticiado pela
mídia que o déficit público português alcança 10,6% de seu Produto Interno
Bruto (PIB).Portanto, requer uma conclusão de que Portugal gasta mais do que
arrecada dos cidadãos e empresas privadas. Assim, observa-se que Portugal necessita
de auxílio brasileiro e da União Europeia (UE) para superar tantas
adversidades. Nesse sentido, é diagnosticado que os papéis se inverteram. Outrora,
brasileiros eram subordinados aos mandos de portugueses, agora o Brasil ganhou
prestígio e Portugal é subordinado à Nação Canarinho.
Dessa forma, a crise financeira,
principiada em 2008, parece não ter terminado, sobretudo em Portugal. Assim,
muitos jovens portugueses, para não ficar desempregados, se refugiam na
agricultura como forma de obter emprego. Assunção Cristas, ministra da
Agricultura de Portugal, opinou acerca do assunto: “Eu penso que neste momento
o campo já está sendo uma boa oportunidade de trabalho e para o futuro vai
continuar a ser, porque a demanda de alimentos a nível mundial está crescendo,
em Portugal nós temos mercado interno também para conquistar”.
Em 2007, a revista The Economist
tratou Portugal como “um novo homem doente da Europa”. Sem dúvida, tal
denominação se situa na perspectiva das altas taxas de desemprego, da
fragilidade econômica e da corrupção. Essa última, que macula o sistema
político, desviando dinheiro público, que deveria ser investido em condições
sociais melhores, para fins particulares. Prática que o Brasil, infelizmente,
conhece bem.
Outra problemática que assola
Portugal é a questão da crise demográfica. A taxa de fecundidade dos
portugueses reduziu-se bastante. Jorge Malheiros, da Universidade de Lisboa: "A
crise (econômica) agravou a queda de fecundidade, porque, quanto maior a instabilidade
na vida profissional, menor a vontade de ter filhos", comenta o demógrafo.
A crise econômica, os métodos anticoncepcionais e o ingresso da mulher no
mercado de trabalho, sem dúvida, são alguns dos fatores que podem ser
enumerados como causadores dessa queda da fecundidade, em Portugal e no mundo
inteiro.
Portanto, vale ressaltar que Portugal
não é mais aquela grande potência de outrora. O Brasil também não é mais o
mesmo. Ele evoluiu, embora permanecendo resquícios de sociedade desigual, subdesenvolvida.
Em contrapartida, somos a 7ª economia mundial. Concluímos, pois, que Portugal
virou colônia e Brasil virou metrópole.


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