A
Construtora OAS firmou um acordo judicial com o Ministério Público do Trabalho
(MPT), homologado quinta-feira (07), em virtude das condições análogas às de
escravo encontradas entre os trabalhadores contratados para as obras de
expansão do Aeroporto Internacional de SP, em Cumbica, município de Guarulhos.
A
reportagem é de Leonardo Sakamoto e publicada pela agência Repórter Brasil.
A
empresa pagará R$ 15 milhões, dos quais R$ 7 milhões serão revertidos a
instituições e projetos voltados para a melhoria das condições de trabalho,
preferencialmente na região de Guarulhos, e R$ 8 milhões destinados à solução
dos problemas encontrados, como a garantia de alojamentos para os empregados,
de acordo com nota divulgada após a homologação.
Ao
todo, 111 migrantes do MA, SE, BA e PE foram submetidos a condições análogas à
de escravidão e resgatados por auditores do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE)
e procuradores do MPT.
Eles
haviam sido contratados para trabalhar na ampliação do aeroporto mais
movimentado da América Latina e passaram fome, segundo a fiscalização.
Posteriormente,
mais 39 trabalhadores nas mesmas condições foram encontrados e inseridos no
acordo.


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