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| Simón-Victor Tonyé Bakot |
Após
ter decapitado a Igreja da Eslovênia
por razões semelhantes, o papa Francisco também tirou o líder religioso
católico de Camarões, o arcebispo da capital, Yaoundé, Simón-Victor Tonyé Bakot,
de 66 anos.
A
Rádio Vaticano informou que, de acordo com a imprensa desse país, o arcebispo
estava envolvido em “numerosas operações imobiliárias” que parte do clero e dos
fiéis considerava ser em proveito pessoal de monsenhor Tonyé.
A
reportagem está publicada no portal eletrônico espanhol Religión Digital, com
tradução é de André Langer.
A
decisão do Papa argentino tem a data de 29 de julho, dia em que Jorge Bergoglio
“aceitou a renúncia” que obrigou o chefe da Igreja de Camarões a apresentar,
como estabelece o Código de Direito Canônico quando existem “razões graves”.
A
Santa Sé não explicou oficialmente as razões da renúncia forçada do alto
prelado africano.
Na
semana passada, Francisco havia feito “renunciar” os principais arcebispos da
Eslovênia, de Liubliana e Maribor, após um longo escândalo pelas manobras na
diocese de Maribor, que terminou em bancarrota devido a um “crack” financeiro
estimado em quase US$ 1 bilhão.
No
caso camaronês, o importante semanário Jeune
Afrique, editado em Paris, França, assinalou que a arquidiocese da capital,
Yaoundé, possui “o maior patrimônio imobiliário do país depois do Estado, mas
também tem grandes problemas de endividamento”.
A
Igreja de Camarões possui também terras e imóveis fora da capital.


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