segunda-feira, 12 de agosto de 2013

Catolicismo: Papa Francisco obriga arcebispo de Camarões a renunciar

Simón-Victor Tonyé Bakot
Após ter decapitado a Igreja da Eslovênia por razões semelhantes, o papa Francisco também tirou o líder religioso católico de Camarões, o arcebispo da capital, Yaoundé, Simón-Victor Tonyé Bakot, de 66 anos.
A Rádio Vaticano informou que, de acordo com a imprensa desse país, o arcebispo estava envolvido em “numerosas operações imobiliárias” que parte do clero e dos fiéis considerava ser em proveito pessoal de monsenhor Tonyé.
A reportagem está publicada no portal eletrônico espanhol Religión Digital, com tradução é de André Langer.
A decisão do Papa argentino tem a data de 29 de julho, dia em que Jorge Bergoglio “aceitou a renúncia” que obrigou o chefe da Igreja de Camarões a apresentar, como estabelece o Código de Direito Canônico quando existem “razões graves”.
A Santa Sé não explicou oficialmente as razões da renúncia forçada do alto prelado africano.
Na semana passada, Francisco havia feito “renunciar” os principais arcebispos da Eslovênia, de Liubliana e Maribor, após um longo escândalo pelas manobras na diocese de Maribor, que terminou em bancarrota devido a um “crack” financeiro estimado em quase US$ 1 bilhão.
No caso camaronês, o importante semanário Jeune Afrique, editado em Paris, França, assinalou que a arquidiocese da capital, Yaoundé, possui “o maior patrimônio imobiliário do país depois do Estado, mas também tem grandes problemas de endividamento”.
A Igreja de Camarões possui também terras e imóveis fora da capital.

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