O
primeiro e, inegavelmente, o mais significativo, deve se ressaltar a
importância de que se consigam avanços no setor para que o segmento estudantil
possa realmente ser contemplado com mais áreas de graduação.
As
intenções – principalmente as que são realmente verdadeiras e sinceras – devem
ser acompanhadas com mérito e merecem a solidariedade do conjunto da sociedade
local e da região.
O
outro aspecto possui motivação diametralmente oposta.
É
aquele que se serve da questão para colocar uma cortina de fumaça por sobre o
absoluto engessamento administrativo que se vê em determinados municípios.
Nestes
casos levar o discurso da expansão de instituições e cursos superiores à
exaustão não seria uma ótima estratégia?
Inclusive,
cabe a indagação: o que se tem visto de ação pública ultimamente em certas gestões
provincianas?
Ademais,
vejamos a situação de Assú.
Antes
de tratar do tema com volúpia e açodamento, porque não dar o exemplo
do que realmente se quer?
Antes
de recorrer a tantas instituições sem um projeto conciso e viável – pelo andar
da carruagem poderemos ter incursões do gênero
a Harvard, Oxford, Cambridge, PUC, Unicamp e outras –, não seria recomendável
“ressuscitar” a Universidade Municipal da Criança e do Adolescente (UMCAA),
proposta que teve uma experiência solitária e que, por seu conceito, atraiu a
parceria do Poder Judiciário, Ministério Público e Uern?
Lógico, que sejam bem vindos os novos cursos, universidades e faculdades.
Mas,
porque a UMCAA não está funcionando a fim de ser um diferencial para servir de
base e incutir nos jovens alunos o espírito acadêmico?
A
UMCAA não pode ser apenas um sofisma ou um mero fogo de palha.
Seria correto tratar o projeto como algo efêmero e/ou estéril?
E pergunto, com a
permissão de uma meia dúzia de leitores deste blog sem muito futuro, onde está
o real compromisso com a educação?

O real compromisso ficou comprovado quando a UMCAA de Assu foi criada a partir de um projeto de um cidadão, este projeto que foi usado sem o consentimento - pelo menos até onde me cabe - e, após a descoberta de seu dono (que o havia registrado), ficou acordado entre o órgão responsável e real criador que a Universidade seria um projeto piloto. O problema é que passado esse um ano de teste, o órgão público quer usufruir sem dar os créditos e sem pagar o criador da ideia. Muito complicado lutar por educação (digo isso porque sou universitária) e esperar um retorno do município, que só tem feito lambança nesse quesito. Sad, but true.
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