sexta-feira, 5 de abril de 2013

Brasil mantém fabricação de bombas de fragmentação

Gustavo Oliveira Vieira
As bombas de fragmentação espalham a morte e a mutilação onde são lançadas e podem permanecer anos escondidas no solo até explodir.
O Brasil é um dos produtores desse tipo de armamento e se recusa a proibir sua fabricação.
A reportagem, de ontem (04), é do portal eletrônico da rádio alemã Deutsche Welle.
"Até quando a balança comercial brasileira vai se sobrepor à política humanitária e lucrar com a vida de pessoas?", pergunta Gustavo Oliveira Vieira, coordenador da Campanha Brasileira Contra Minas Terrestres e Bombas Cluster.
A pergunta faz referência ao fato de o Brasil, apesar da pressão de ativistas, não ter assinado a Convenção de Oslo para Erradicação de Bombas Cluster.
Na opinião dele e de outros ativistas, o Brasil deu um passo à frente quando ratificou o Tratado de Erradicação das Minas Terrestres, mas deu dois passos para trás quando ignorou outro tratado, que pede o fim da produção e exportação de munições do tipo cluster.
A ONU instituiu o dia 4 de abril como Dia Internacional de Alerta às Minas Terrestres e Assistência à Desminagem.

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