quinta-feira, 21 de março de 2013

A reencarnação do Rei Midas

As coisas estão ficando cada vez mais sérias em torno das contínuas revelações de contratos, digamos, genealógicos, que se descobrem no seio da Prefeitura do Assú por obra e graça da gestão que está aí.
E, pelo visto, não adianta mais manter o assunto nos grotões e nas masmorras.
O caso veio à superfície e ganhou olhares de estupefação em todo o RN.
Os grilhões provincianos já não emudecem mais o caso.
Agora coube ao Portal No Ar escancarar o caso e, de uma maneira diferente, com mais riqueza de informações e detalhes reveladores.
O título é “AGU e Sedec apontam irregularidades na prefeitura de Assú”
A manchetinha diz que “relatórios dos órgãos detectaram desvios de recursos, falta de ressarcimentos de verbas federais e contratações de parentes”.
A reportagem é assinada pelo jornalista Moisés de Lima.
O caso chega a lembrar a fábula do Rei Midas que transformava em ouro tudo que tocava.
Leia abaixo:

Relatórios produzidos pela Secretária Estadual de Desenvolvimento Econômico (Sedec) e a Controladoria Geral da União (CGU) apontam diversas irregularidades cometidas pelo prefeito de Assú, Ivan Lopes, entre elas a contratação direta da esposa, pai e irmão de Lopes para a execução de serviços municipais. Através de recente fiscalização da aplicação de recursos recebidos pelo Governo Federal para combate a danos causados pelas enchentes no início de 2009, a CGU detectou também o superfaturamento em obras realizadas pelo município.
Há denúncias de irregularidades na execução dos recursos do governo federal, contratação de parentes do prefeito para execução de serviços na prefeitura como uma empresa de coleta de lixo que foi contratada sem a devida licitação. 
  O Departamento Nacional de Auditoria do SUS (Denasus) realizou auditoria recente no programa FAEC – Tratamento do Aparelho da Visão, com recursos oriundos do Ministério da Saúde, administrado pela prefeitura assuense e constatou que deveria haver o ressarcimento de R$ 1.673.223,27, além de outras s irregularidades, desde a abertura do processo de licitação até os pagamentos efetivados à clinica contratada.

Contratação de parentes

Documentos anexados pelos órgãos à fiscalização atestam que parentes diretos do prefeito – o pai, o irmão e a esposa detêm contratos de serviço com a prefeitura, o que configura peculato – crime cometido pelo servidor público contra a administração pública. A prefeitura contratou no primeiro dia de sua administração em 1º de janeiro de 2009, sem o devido processo licitatório uma empresa para coleta do lixo, com valor que superou a quantia de R$ 11 mil reais no período, tendo sido renovado sem cerimônia desde então por aditivos.
Os documentos anexados aos relatórios comprovam as contratações diretas do irmão do prefeito, Carlos Alexandre Moraes Lopes, proprietário da Clínica Vitalis, especializada em fisioterapia através de dois contratos, que totalizam mais de R$ 649 mil.

Esposa

Vanessa Brasileiro Lopes, esposa do prefeito Ivan Lopes, também aparece nos relatórios como contratada do município a condição de médica clínica gera De acordo com o Diário Oficial constam dois contatos de serviços que totalizam R$ 240 mil.
Ainda segundo o Diário Oficial, a clínica Lacel Laboratórios de propriedade do pai do prefeito (cujo nome não foi citado nos documentos), está há cinco anos sob contrato da prefeitura, totalizando um credenciamento no valor de R$ 633 mil, somente entre os anos de 2011 e 2012. Cayo Otávio Morais Lopes, irmão do prefeito, também clínico geral aparece com dois contratos que totalizam R$ 85 mil.

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