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| Imagem: Reprodução |
O
estudo deve detalhar as razões que têm levado a população do município a sofrer
constantes interrupções no fornecimento de água potável – especialmente
esclarecendo se o desabastecimento decorre de danos existentes na rede de
tubulação que distribui a água.
Em
caso de descumprimento, o MPRN requer que a Caern seja penalizada com o
pagamento de multa diária, informa nota publicada através do portal virtual da
instituição.
O
estudo ainda deve indicar quais as medidas de manutenção, prevenção e reparos
da rede de distribuição de água que se mostram necessárias para equacionar os
referidos problemas de abastecimento, além de informar se há outras medidas
técnicas ou de infraestrutura que se mostrem necessárias para solucionar o
problema e apresentar uma proposta de cronograma para a implementação de tais
medidas.
A
intenção do MPRN é que a proposta do cronograma deverá ser discutida entre as
partes em audiência conciliatória conduzida pelo Juízo da comarca.
A
ação é um desdobramento de um inquérito civil instaurado pela Promotoria de
Justiça de Upanema para apurar diversas reclamações de consumidores sobre a
dificuldade ou desabastecimento de água em diversos bairros da cidade.
A
partir das informações levantadas, constatou-se que de fato o serviço é
irregular ou ineficiente em grande parte do município – sobretudo após a
realização dos serviços de pavimentação asfáltica da BR-110.
Apesar
de requisitado à Caern o envio de informações técnicas mais aprofundadas,
objetivando identificar as causas para o problema e as soluções possíveis, o
MPRN não obteve respostas, mesmo após a concessão de novo prazo por ocasião da
audiência extrajudicial realizada em 09 de novembro de 2017.
Para
o MPRN, não restam dúvidas sobre a ineficiência da prestação do serviço de
abastecimento de água pela Caern em Upanema, além da companhia não ter tomado
qualquer medida efetiva para reverter as condições insatisfatórias com que
desempenha suas atividades e por isso, recorreu a judicialização da causa.


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