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| Imagem: Reprodução |
O
alerta se refere especificamente ao local conhecido como Morro da Vicência e faz parte de uma recomendação do Ministério
Público Federal (MPF) remetida ao governo municipal - bem como ao Instituto de
Desenvolvimento Sustentável do Meio Ambiente do RN (Idema/RN) e ao Hotel da
Pipa - cobrando providências para garantir a segurança da população.
A
recomendação do MPF se baseia nas conclusões de uma vistoria promovida pela
Coordenadoria Estadual de Proteção e Defesa Civil (Copdec) e que comprovou o
alto risco de desabamentos no conhecido Morro
da Velha Vicência, formado por dunas e que conta com falésias e ampla
vegetação.
A
área tem locais considerados de muito risco de desmoronamento.
O
relatório da coordenadoria aponta a presença de “fortes anomalias que provocarão, em indeterminado prazo, o colapso da
área, de forma progressiva e sem controle, com riscos de causar mortes para os
habitantes da região”.
Para
o MPF, a Prefeitura de Tibau do Sul precisa suspender a liberação de novos
empreendimentos, até que os problemas da região sejam resolvidos; apresentar um
projeto de drenagem e saneamento de toda a área afetada; e, fazer estudos para
avaliar os impactos ambientais causados.
De
acordo com a vistoria da Copdec, foi possível constatar na área “grave problema de expansão urbana
desordenada que tem ocasionado não apenas danos ambientais, mas também risco de
dano à vida e à saúde de comerciantes, visitantes locais, turistas e residentes”.
A
gestão do município deverá ainda interditar e desocupar as áreas com maior
risco de desastres, além de apresentar – no prazo de 30 dias – um plano
integrado de segurança ambiental e de segurança da vida e integridade física
das pessoas, com a previsão de ações emergenciais de contenção e prevenção de
acidentes, fiscalização das ocupações, proteção do meio ambiente, educação
ambiental e conscientização de riscos.
A
recomendação, assinada pelo procurador da República Victor Mariz, também pede
que o Idema/RN e a Secretaria de Obras e Urbanismo de Tibau do Sul não concedam
mais alvarás de funcionamento para empreendimentos nas áreas de risco,
identifiquem os imóveis irregulares na região e trabalhem para recuperar a área
degradada.
Já
do Hotel da Pipa é cobrada a restauração da escadaria e do mirante (construído
em madeira), “a fim de assegurar e
salvaguardar a incolumidade física dos turistas e visitantes locais”.


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