quinta-feira, 6 de setembro de 2018

Governo do RN: Após representação do MP Eleitoral, justiça determina retirada de nove outdoors

Imagem: Reprodução
O Tribunal Regional Eleitoral do RN (TRE/RN) determinou nessa quarta-feira (05), a retirada imediata de nove outdoors institucionais do Governo do Estado do RN, instalados no anel viário que dá acesso ao aeroporto internacional da cidade de São Gonçalo do Amarante.
A decisão liminar partiu de uma representação do Ministério Público Eleitoral (MP Eleitoral) contra o candidato à reeleição Robinson Mesquita de Faria (foto), contra o candidato a vice-governador, Sebastião Filgueira de Couto, e contra o próprio estado.
A notícia é da assessoria de imprensa da Procuradoria da República do RN (PR/RN), em Natal.
Uma das principais justificativas por trás da decisão é o fato de que os outdoors desrespeitam o período vedado para propaganda institucional e exaltam o atual governo através de outdoor, meio proibido pela legislação.
Assim, conforme estabelecido no art. 73, VI, “b” da Lei nº 9.504/1997, nos três meses que antecedem as eleições, os agentes públicos não podem “autorizar publicidade institucional dos atos, programas, obras, serviços e campanhas dos órgãos públicos federais, estaduais ou municipais, ou das respectivas entidades da administração indireta, salvo em caso de grave e urgente necessidade pública”.
De acordo com o julgamento da Justiça Eleitoral, “é certo que as obras de acesso ao Aeroporto Internacional Aluízio Alves foram consideradas uma das mais importantes pelo governo estadual. No entanto, malgrado a publicidade atacada possa conter aspectos de necessidade pública, não se enxerga, em análise perfunctória, a presença dos elementos de urgência e gravidade exigidos para o reconhecimento da exceção legal. Ainda que o governo entenda necessário divulgar as melhorias de acesso ao aeroporto, o fato é que a solução para o caso não pode ser perpetrada justamente em período vedado pela legislação eleitoral”.
O Governo do Estado do RN e os representados Robinson Faria e Tião Couto têm os próximos cinco dias para manifestar defesa.

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