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| Imagem: Reprodução |
No
momento do flagrante, o réu preparava-se para burlar certame do Ministério
Público do RN (MPRN), em 07 de maio de 2017.
A
decisão seguiu parecer do Ministério Público Federal (MPF) da 5ª Região, que se
posicionou contra o pedido de liberdade.
Segundo
o processo, Vicente Borges é um dos líderes de organização criminosa existente
há aproximadamente dez anos e que já cometeu fraudes em mais de 50 concursos
públicos federais, estaduais e municipais, em diversos estados brasileiros.
Candidatos
repassavam questões para a quadrilha, por meio de pontos eletrônicos, e
recebiam o resultado dos gabaritos da mesma forma.
No
certame do MPRN, por exemplo, cada vaga valia R$ 25 mil, diz nota proveniente
da assessoria de comunicação social do MPF potiguar, em Natal.
A
casa onde funcionava a sede da quadrilha ficava no bairro Portal do Sol, em
João Pessoa (PB).
No
local, em maio de 2017, foram encontrados pistolas, carregadores e cartuchos de
propriedade do acusado e de seu irmão, Flávio Nascimento Borges, que é processado
pelo Ministério Público.
A
Justiça Federal em João Pessoa determinou a prisão de Vicente Borges e de
outros envolvidos no esquema.
O
Ministério Público acusou 17 pessoas por participação nas fraudes.
No
pedido de liberdade, a defesa de Vicente Borges alegou, entre outras coisas,
que o acusado é réu primário, que não representa perigo para a sociedade e que
a associação já foi desbaratada, seus integrantes e funções identificados,
impossibilitando novos atos.
O
procurador regional da República Wellington Cabral Saraiva, do MPF, rebateu a
pretensão dos réus e sustentou a necessidade de manter a prisão, para garantia
da ordem pública, para sanar os prejuízos à sociedade e à administração
pública, em face da atuação criminosa e da forte possibilidade de repetição da
conduta.


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