quinta-feira, 2 de fevereiro de 2017

UFRN: Programa ‘Descarte Consciente’ coleta 72 quilos de medicamentos em quatro meses

Foto: Reprodução
Com ações que ofertam estações coletoras para a destinação correta de resíduos farmacêuticos, o programa Descarte Consciente coletou, no último quadrimestre do ano passado, 72 quilos de medicamentos.
O programa é desenvolvido pelo Núcleo de Pesquisa em Alimentos e Medicamentos (Nuplam) da Universidade Federal do RN (UFRN) e foi lançado em setembro no estado, adianta informação da assessoria de imprensa da instituição acadêmica, na capital do estado.
A coordenadora do programa e vice-diretora do Nuplam, professora Lourena Mafra Veríssimo, explica que o descarte de medicamentos no lixo comum, na pia ou no vaso sanitário contribui para um grave problema de saúde pública.
Isso porque as substâncias químicas desses produtos podem chegar aos rios e córregos, o que compromete a qualidade da água para consumo humano.
Em Natal, uma estação coletora está disponível no Centro de Convivência do Campus Central da UFRN e outra na Drogaria do Carrefour da Zona Norte, locais onde o público pode depositar pomadas, comprimidos, líquidos, sprays, caixas e bulas.
Uma equipe de alunos e farmacêuticos é responsável pela orientação e coleta dos resíduos, que posteriormente são levados para o Nuplam e incinerados.
Além disso, como iniciativa de conscientização, o Descarte Consciente já realizou a exposição cultural “Sobre o uso Racional do Medicamento” em dois shoppings da cidade.
O projeto de extensão ainda envolve os participantes em uma pesquisa sobre os medicamentos descartados, que no futuro se transformará em um estudo do perfil de descarte no Estado.
Apesar dos avanços já conquistados pelo programa, Lourena Veríssimo alerta que o número de coletoras ainda é insuficiente para receber a demanda de toda a região, por isso torna-se essencial o avanço de políticas públicas nesse sentido.
Não existe previsão legal em âmbito nacional que determine os responsáveis pela coleta dos medicamentos. Alguns estados e municípios já possuem leis locais, então seria muito interessante a criação de uma lei também no RN”, afirma.
Segundo a professora, a Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) publicou no ano passado uma norma técnica sobre a logística reversa de medicamentos, que atribui a responsabilidade de coleta pelas farmácias e secretarias de saúde. Contudo, a norma não tem força de lei.
Outras informações sobre o assunto estão disponíveis no site www.descarteconsciente.com.br, no Facebook Descarte Consciente UFRN e no Instagram @descarteconsciente.

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