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| Foto: Reprodução |
Com
ações que ofertam estações coletoras para a destinação correta de resíduos
farmacêuticos, o programa Descarte
Consciente coletou, no último quadrimestre do ano passado, 72 quilos de
medicamentos.
O
programa é desenvolvido pelo Núcleo de Pesquisa em Alimentos e Medicamentos
(Nuplam) da Universidade Federal do RN (UFRN) e foi lançado em setembro no
estado, adianta informação da assessoria de imprensa da instituição acadêmica,
na capital do estado.
A
coordenadora do programa e vice-diretora do Nuplam, professora Lourena Mafra
Veríssimo, explica que o descarte de medicamentos no lixo comum, na pia ou no
vaso sanitário contribui para um grave problema de saúde pública.
Isso
porque as substâncias químicas desses produtos podem chegar aos rios e
córregos, o que compromete a qualidade da água para consumo humano.
Em
Natal, uma estação coletora está disponível no Centro de Convivência do Campus
Central da UFRN e outra na Drogaria do Carrefour da Zona Norte, locais onde o
público pode depositar pomadas, comprimidos, líquidos, sprays, caixas e bulas.
Uma
equipe de alunos e farmacêuticos é responsável pela orientação e coleta dos
resíduos, que posteriormente são levados para o Nuplam e incinerados.
Além
disso, como iniciativa de conscientização, o Descarte Consciente já realizou a
exposição cultural “Sobre o uso Racional do Medicamento” em dois shoppings da
cidade.
O
projeto de extensão ainda envolve os participantes em uma pesquisa sobre os
medicamentos descartados, que no futuro se transformará em um estudo do perfil
de descarte no Estado.
Apesar
dos avanços já conquistados pelo programa, Lourena Veríssimo alerta que o número
de coletoras ainda é insuficiente para receber a demanda de toda a região, por
isso torna-se essencial o avanço de políticas públicas nesse sentido.
“Não existe previsão legal em âmbito nacional
que determine os responsáveis pela coleta dos medicamentos. Alguns estados e
municípios já possuem leis locais, então seria muito interessante a criação de
uma lei também no RN”, afirma.
Segundo
a professora, a Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) publicou no ano
passado uma norma técnica sobre a logística reversa de medicamentos, que
atribui a responsabilidade de coleta pelas farmácias e secretarias de saúde.
Contudo, a norma não tem força de lei.
Outras
informações sobre o assunto estão disponíveis no site www.descarteconsciente.com.br,
no Facebook Descarte Consciente UFRN
e no Instagram @descarteconsciente.


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