![]() |
| Foto: Reprodução |
O
Ministério Público Federal (MPF) em Mossoró enviou uma recomendação ao
Ministério da Justiça e ao Departamento Penitenciário Nacional (Depen) para que
seja providenciada a total separação dos presos pertencentes às diferentes
facções criminosas, dentro da Penitenciária Federal localizada naquele
município.
Em
uma inspeção realizada na terça-feira (31), o procurador da República Emanuel
Ferreira (autor da recomendação) conversou com diretores e chefes
administrativos da penitenciária e ouviu relatos quanto ao temor dos agentes de
que, devido ao aumento do número de presos, não seja mais possível efetuar a
devida separação das facções, de modo a evitar possíveis confrontos.
A
informação é procedente da assessoria de imprensa da Procuradoria da República
do RN, em Natal.
O
documento expedido pelo MPF alerta que membros de pelo menos duas facções -
Família do Norte (FDN) e Comando Vermelho (CV) - já dividem alas dentro do
presídio, compartilhando espaços de vivência e de banho de sol.
A
unidade prisional comporta 208 presos e hoje conta com 151 custodiados, porém,
como esse número já corresponde a mais de 72% da capacidade total, tem se
tornando cada vez mais difícil assegurar a total separação das facções.
Recentemente,
inclusive no próprio RN, facções criminosas se enfrentaram dentro de presídios
estaduais, levando à morte de mais de uma centena de presos, além de fugas e
ataques fora dos presídios, que levaram temor à população.
Por
isso mesmo, o MPF entende que já se justifica uma atuação preventiva por parte
do Ministério da Justiça e do Depen em relação à penitenciária em Mossoró.
O
MPF recomenda que esses órgãos apliquem “quaisquer
medidas que julgar tecnicamente viáveis para o alcance de tal fim, como, por
exemplo, promover a transferência de presos para outra Unidade Prisional
Federal com menor número de custodiados”.
Os
gestores responsáveis terão 60 dias para enviar à Procuradoria da República em
Mossoró a documentação comprovando se as medidas foram efetivadas.
Caso
a recomendação não seja atendida, o MPF poderá adotar ações tanto judiciais
quanto extrajudiciais.


Nenhum comentário:
Postar um comentário