sexta-feira, 7 de outubro de 2016

Sondagem: 85% dos empresários não vão contratar neste fim de ano, apontam SPC Brasil e CNDL

Foto: Reprodução
De acordo com um levantamento feito nas 27 capitais e no interior do país pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), oito em cada dez (84,6%) empresários não contrataram e nem pretendem contratar trabalhadores para este fim de ano, incluindo os temporários.
Apenas 15,4% dos empresários consultados manifestaram a intenção de reforçar o quadro de funcionários, diz a informação da assessoria de imprensa do SPC Brasil e da CNDL.
Levando em consideração o setor do varejo e serviços, somente 27,2 mil vagas extras deverão ser criadas, o que demonstra um cenário de estabilidade frente às 24,4 mil observadas no ano passado, período em que o país já atravessa as dificuldades da crise.
Para quem não vai contratar – seja temporário ou efetivo –, a principal razão é não ver necessidade na ampliação do quadro de funcionários, acreditando que a equipe atual dará conta do volume de clientes aguardados para o período (46,6%).
Outras justificativas são a expectativa de baixa demanda no fim do ano (13,2%) e a falta de dinheiro para pagar mão de obra extra (12,2%).
Mesmo sem reforçar o tamanho da equipe, 45,9% desses empresários também disseram que não irão alterar a jornada de trabalho de seus funcionários por não haver um aumento significativo no número de clientes.
Os que vão aumentar o número de horas trabalhadas por dia da atual equipe são apenas 10,8% da amostra.
Levando em consideração os empresários que pretendem contratar mão de obra temporária, a principal razão é suprir a demanda que aumenta com a proximidade das festas de fim de ano (63,2%), seguida da alta rotatividade dos funcionários que leva à necessidade de ocupar os cargos disponíveis (14,7%).
Entre temporários e efetivos, a média geral será de dois contratados por empresa, número igual ao verificado no ano passado.
A pesquisa revela que mesmo entre quem têm interesse em contratar, há um clima de incerteza.
Entre 2015 e 2016, aumentou de 0,9% para 28,2% o percentual de empresários que não quiseram responder ou estão indecisos sobre quantidade de funcionários que planejam contratar – o que sugere, segundo os especialistas do SPC Brasil e da CNDL, que parte do empresariado está cautelosa, à espera das reações do mercado antes de tomar uma decisão concreta.

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