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| Foto: Alexssandro Loyola/Assessoria |
O
deputado federal Rogério Marinho (PSDB) levou para o plenário da Câmara dos
Deputados na terça-feira (04), denúncia feita por pais de alunos do Núcleo de
Educação Infantil (NEI) da Universidade Federal do RN (UFRN) de que professores
estariam utilizando a sala de aula para promover doutrinação contra o Governo
Michel Temer (PMDB) e a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) nº 241, que
limita gastos públicos.
O
parlamentar também rebateu a senadora Fátima Bezerra (PT), que o criticou por
cobrar do Ministério Público Federal (MPF) uma investigação sobre o caso.
“A senadora emitiu uma nota em que se
solidariza com esse movimento, ao mesmo tempo em que afirma que é inaceitável
que o parlamentar mova uma ação junto ao Ministério Público para tentar
criminalizar professores e impor lei de mordaça. Eu quero responder à Senadora
que esse Parlamentar tem nome, CPF e endereço, é o deputado Rogério Marinho,
que não se esconde e não partidariza a educação, não a usa como aparelho
político”, disse Rogério Marinho, em discurso.
O
deputado relatou que a educação no Brasil regrediu nos últimos 10 anos,
conforme mostram os índices de qualidade do ensino, “fruto da má formação dos nossos professores em função da grade
curricular que lhes é imposta a partir da universidade. Um professor, hoje, sai
da universidade sabendo quem é Lenin, quem é Marx, quem é Paulo Freire, quem é
Emília Ferreiro, mas não sabe o que é metodologia de ensino”, completou.
Para
Rogério Marinho, “o arbítrio de que fala
a senadora é a falta de qualidade da educação brasileira, em especial no nosso
Estado. E ela, há 30 anos, está se elegendo e se reelegendo em função do
trabalho de sindicatos feito lá contra a qualidade da educação. Inaceitável é
uma senadora se comportar como chefe de facção, abrindo mão da liturgia do cargo
que ocupa em prol dessa hegemonia marxista que afronta a lei, a Constituição
brasileira e a nossa LDB - Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional”.
O
deputado ainda expressou “solidariedade
irrestrita aos pais das crianças que são vitimadas por essa prática criminosa e
vil, não apenas no NEI, mas em todas as escolas do Brasil, que podem estar
sofrendo o mesmo tipo de atentado, ao mesmo tempo em que reafirmo a luta contra
o aparelhamento e a doutrinação que atenta contra a ética, a moral, a religião
e as famílias do nosso país”.
No
último dia 22 de setembro os professores do NEI participaram de uma paralisação
em protesto contra a PEC 241.
Segundo
denúncia de pais de alunos, as crianças foram orientadas em sala de aula a
produzirem cartazes contra o projeto e o Governo Temer.
O
NEI possui alunos do ensino infantil ao fundamental, de até nove anos de idade.
“Trata-se de crianças de 7, 8 e 9 anos. Qual
é a compreensão que elas têm a respeito desses fatos ou desses assuntos?
Nenhuma. Essa é uma forma vil, covarde e criminosa de se colocar um ponto de
vista, uma visão da história e usar a escola como aparelho político-ideológico.
Isso tem que ser repudiado por toda a nação brasileira”.


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