domingo, 3 de julho de 2016

Estudo: FIERN faz sondagem especial sobre financiamento para capital de giro no estado

Foto: Reprodução/FIERN
Inúmeros são as consequências do não recebimento do montante integral de crédito para capital de giro solicitado aos bancos pelas empresas potiguares.
Entre os mais importantes estão a necessidade de renegociação de prazos de pagamento com os fornecedores, entre as indústrias extrativas e de transformação, e o atraso de pagamentos de salário no setor da construção.
É o que mostra a sondagem especial Financiamento para Capital de Giro, aplicada pela Federação das Indústrias do Estado do RN (FIERN), em parceria com a Confederação Nacional das Indústrias (CNI), junto às indústrias extrativas e de transformação e as de construção, no período de 1º a 13 de abril de 2016.
A informação é veiculada através do portal eletrônico da FIERN na internet.
Essa conjuntura é preocupante, uma vez que o capital de giro é recurso essencial para sustentar as operações do dia-a-dia das empresas. Um ambiente de fácil acesso ao crédito e de baixo custo de capital é fundamental para reduzir os custos operacionais das empresas e, assim, melhorar a competitividade do setor industrial. As condições de crédito para capital de giro têm se agravado com a atual crise político-econômica brasileira. 45% das empresas industriais potiguares e 53% das nacionais que afirmaram ter renovado suas linhas de crédito, o fizeram em piores condições”, salienta o texto.
O release acrescenta que, “simultaneamente, 35% das empresas potiguares (o mesmo que a média nacional) que buscaram contratar ou renovar linhas de crédito para capital de giro nos últimos três meses não obtiveram êxito. Entre as empresas que contrataram nova linha de crédito ou renovaram um financiamento já existente, 40% informaram que receberam apenas parte do valor solicitado (39% das nacionais). Entre as três principais dificuldades enfrentadas pelas empresas potiguares e o conjunto das nacionais ao solicitar crédito para capital de giro estão a elevada taxa de juros, a exigência de garantias reais e os prazos curtos de financiamento”.
Como melhores alternativas para lidar com o problema de crédito no momento atual, as empresas potiguares e as nacionais elegeram, a título de sugestão, por ordem de importância, a ampliação do prazo de pagamento de tributos, a simplificação das exigências e a destinação de parte do compulsório dos bancos para financiar capital de giro”, conclui.

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