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| Foto: Reprodução/FIERN |
Inúmeros
são as consequências do não recebimento do montante integral de crédito para
capital de giro solicitado aos bancos pelas empresas potiguares.
Entre
os mais importantes estão a necessidade de renegociação de prazos de pagamento
com os fornecedores, entre as indústrias extrativas e de transformação, e o
atraso de pagamentos de salário no setor da construção.
É
o que mostra a sondagem especial Financiamento
para Capital de Giro, aplicada pela Federação das Indústrias do Estado do RN
(FIERN), em parceria com a Confederação Nacional das Indústrias (CNI), junto às
indústrias extrativas e de transformação e as de construção, no período de 1º a
13 de abril de 2016.
A
informação é veiculada através do portal eletrônico da FIERN na internet.
“Essa conjuntura é preocupante, uma vez que o
capital de giro é recurso essencial para sustentar as operações do dia-a-dia
das empresas. Um ambiente de fácil acesso ao crédito e de baixo custo de
capital é fundamental para reduzir os custos operacionais das empresas e,
assim, melhorar a competitividade do setor industrial. As condições de crédito
para capital de giro têm se agravado com a atual crise político-econômica
brasileira. 45% das empresas industriais potiguares e 53% das nacionais que
afirmaram ter renovado suas linhas de crédito, o fizeram em piores condições”,
salienta o texto.
O
release acrescenta que, “simultaneamente,
35% das empresas potiguares (o mesmo que a média nacional) que buscaram
contratar ou renovar linhas de crédito para capital de giro nos últimos três
meses não obtiveram êxito. Entre as empresas que contrataram nova linha de
crédito ou renovaram um financiamento já existente, 40% informaram que
receberam apenas parte do valor solicitado (39% das nacionais). Entre as três
principais dificuldades enfrentadas pelas empresas potiguares e o conjunto das
nacionais ao solicitar crédito para capital de giro estão a elevada taxa de
juros, a exigência de garantias reais e os prazos curtos de financiamento”.
“Como melhores alternativas para lidar com o
problema de crédito no momento atual, as empresas potiguares e as nacionais
elegeram, a título de sugestão, por ordem de importância, a ampliação do prazo
de pagamento de tributos, a simplificação das exigências e a destinação de
parte do compulsório dos bancos para financiar capital de giro”, conclui.


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