sexta-feira, 27 de maio de 2016

Natal: Hotelaria firma TAC com MPRN para combate à exploração de crianças e adolescentes

Foto: Reprodução
Cerca de 50 representantes de hotéis de Natal já assinaram o Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) com o Ministério Público do RN, que trata da defesa e combate à exploração de crianças e adolescentes.
Em reunião realizada nesta sexta-feira (27), no auditório da Procuradoria-Geral de Justiça (PGJ), na capital do estado, o 81ª promotor de Justiça da comarca de Natal, Marconi Antas Falcone de Melo, debateu com os empresários e representantes legais da rede hoteleira da capital.
"Esse crime violento faz parte de todas as camadas sociais, seja o abuso ou a exploração sexual de crianças e adolescentes, por isso é tão importante que os hotéis firmem esse acordo, embora já sejam cumpridores da legislação", destacou o representante do MPRN, segundo informação do portal virtual da instituição.
De acordo com o promotor, o que foi proposto é "é uma aproximação do Ministério Público com os hotéis para que ajudem a fortalecer esse combate e percam o medo de multas, pois na PB já vigora TAC firmado nesses moldes há mais de cinco anos e nesse período nenhum hotel foi executado justamente porque obedecem a lei".
O diálogo com a rede hoteleira vai continuar, afirmou o promotor de Justiça, sempre no sentido de juntar esforços para a execução de melhores estratégias de modo que crianças e adolescentes sejam protegidos de qualquer abuso ou exploração sexual.
Desde março passado, esse trabalho vem sendo realizado e com os motéis, inclusive, foi feito primeiro.
Dentro do TAC estão algumas cláusulas como: reforço à proibição do ingresso de crianças e adolescentes nos estabelecimentos, sem prévia identificação e registro e sem acompanhamento dos responsáveis legais; comunicação imediata ao MPRN e/ou Polícia Civil sobre a ocorrência de situações suspeitas de exploração sexual de crianças e adolescentes; fixação de cartazes com os dizeres "Este estabelecimento está sujeito à fiscalização do Ministério Público e obrigado a denunciar os casos de abuso, exploração sexual e tráfico infanto-juvenil. Por determinação do próprio Ministério Público, toda a qualquer pessoa que ingresse ao recinto deverá apresentar documento legal de identificação, registrar-se no estabelecimento e estar acompanhada dos responsáveis legais, em caso de ser criança e adolescente. Denuncie ao Disque 100!".
Para o caso do descumprimento das obrigações previstas nas cláusulas, os compromitentes ficarão sujeitos ao pagamento de multa de até R$ 20 mil.

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