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| Foto: Reprodução |
Em
release distribuído aos órgãos de imprensa
de todo o estado, a assessoria de imprensa da Federação dos Municípios do RN
(Femurn) criticou a falta de comprometimento da maioria dos representantes do
estado na Câmara dos Deputados com referência à deliberação de matéria que,
segundo a organização municipalista, representaria benefício para os municípios.
A
redação produzida pelo órgão de comunicação da Femurn pode ser lida abaixo:
A Federação dos
Municípios do RN (Femurn) vem a público manifestar insatisfação com falta de
apoio da maior parte da bancada federal potiguar para um projeto que poderia
contribuir para amenizar a grave crise financeira das cidades, com o devido
registro e reconhecimento do voto dos deputados federais Antônio Jácome (PTN) e
Zenaide Maia (PR) em favor dos municípios. O deputado federal Betinho Rosado
(PP) votou contra a solicitação dos municípios e os outros cinco deputados não
compareceram para votar. A derrota imposta aos municípios está relacionada à
manutenção do veto pelos deputados federais à divisão da multa em 50%, contida
no Projeto de Lei (PL) 2960/15, que trata da repatriação de recursos
financeiros. O destaque permitiria a divisão da multa arrecadada pela União com
Estados e Municípios, por meio de depósito nos Fundos de Participação dos
Estados e do Distrito Federal (FPE) e de Participação dos Municípios (FPM). A
votação ocorreu ontem (24), e a Câmara dos Deputados rejeitou, por 162 votos a
129, o destaque do PT, PCdoB e PP contra o veto parcial. Com o resultado, a
matéria não pôde seguir para ser votada pelo Senado Federal. A sessão foi
marcada por uma derrota do movimento municipalista, já que a maioria dos
deputados seguiu a orientação do governo interino em manter o veto. O valor
alcançaria até o final do ano R$ 2.6 bilhões para os Municípios, que sofrem
graves e consecutivas perdas nos repasses da união e amargam grandes
dificuldades. Com as constantes reduções nos repasses, as Prefeituras
encontram-se cada vez mais incapazes de manter a gestão financeira municipal e
realizar qualquer investimento. A proposta já havia sido vetada pela Presidente
afastada Dilma Rousseff em janeiro. Ontem, o veto também foi indicado pelo
Presidente interino, Michel Temer, que alegou que o item vetado trazia
benefícios excessivos aos potenciais contemplados com as regras. O texto foi
transformado na Lei 13.254/16.


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