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| Foto: Reprodução |
Por
intermédio de sua assessoria de comunicação social, as organizações militares
instaladas no RN expressam repúdio às declarações do deputado estadual Galeno
Torquato (PSD), durante pronunciamento realizado no plenário da Assembleia
Legislativa, por ocasião da sessão ordinária de quinta-feira (25).
A
Nota de Repúdio de tais entidades de classe possui a seguinte redação:
As Entidades
representativas de Praças do Rio Grande do Norte vêm a público denunciar a
falta de bom senso e de razoabilidade das sandices declaradas pelo Deputado
Galeno Torquato em pronunciamento feito na ALRN nesta quinta (25), em que
propõem escalas desumanas para policiais militares, que impossibilitam o
profissional de exercer sua função com segurança e qualidade, devido à ausência
de períodos mínimos de descanso imprescindíveis a qualquer trabalhador. Sobre o
assunto é oportuno salientar o disposto no Boletim Geral/PMRN n° 167/2009,
através da Portaria n° 204/2009 – Gabinete do Comando Geral PMRN, que determina
a adoção de escala de serviço do Policial Militar do seguinte modo: quando
realizado serviço nos horários matutinos e vespertinos, serão de 12 horas de
trabalho, por 24 horas de folga. Por sua vez, se a atividade policial ocorrer
nos horários noturnos, será de 12 horas de trabalho por 48 horas de folga. Foi
inoportuno e infeliz o pronunciamento do parlamentar, típico de quem pouco
conhece a realidade do serviço operacional dos abnegados polícias militares que
trabalham diuturnamente com escala superior a qualquer servidor público do RN.
Que inclusive necessitam de definição de carga horária que garanta as
limitações humanas para o exercício de atividade extremamente fadigante, para
que o stress e o cansaço não interfiram na qualidade do serviço prestado à
população. A afirmação infundada do Deputado se contrapõe a qualquer debate
sério e qualificado sobre a carga horária de serviço policial no Brasil e no
RN, que inclusive vem sendo debatido em Comissão composta por representantes
institucionais e das associações na SESED como matéria a ser normatizada no
estatuto dos militares estaduais. O deputado presta um desserviço a categoria e
a população quando abre um precedente perigoso que propõe tratamento análogo ao
regime escravocrata, que desconsideravam descanso dos escravos, sob o pretexto
de que havia sempre muito trabalho a ser realizado. Há muito a ser debatido
sobre as instituições de segurança pública, mas com certeza não há espaço para
propostas que trazem retrocessos à cidadania do operador de segurança pública,
e maior garantidor de cidadania na sociedade. O pensamento atual é de adequação
de legislações infraconstitucionais a esta perspectiva cidadã da Constituição
de 1988, e certamente não é propondo a volta da escravidão na PMRN que teremos
a segurança pública que a sociedade deseja. As associações ratificam o compromisso
com a segurança da população potiguar e no binômio Segurança Pública-Dignidade
do Policial Militar, e nos colocamos à inteira disposição do Deputado para
subsidiá-lo com informações relevantes à construção de verdadeiras propostas de
políticas públicas de segurança.


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