domingo, 13 de setembro de 2015

Correios: Trabalhadores da estatal iniciam greve nacional na próxima terça-feira

Foto: Assessoria/CTB
Os trabalhadores dos Correios estão mobilizados para deflagrar a greve nacional da categoria a partir da próxima terça-feira (15).
A paralisação é um protesto à postura da empresa durante as reuniões de negociação da Campanha Salarial 2015, registra informação da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB).
A greve é organizada pelas duas federações do setor: Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Correios e Telégrafos e Similares (Fentect) e Federação Interestadual dos Sindicatos dos Correios (Findect), que congregam os estados de SP, RJ, TO, RO, RN e a cidade paulista de Bauru, filiada à CTB.
Entre as reivindicações econômicas da categoria estão a reposição integral da inflação e aumento real de 10%; implantação imediata da entrega matutina em todos os Centros de Distribuição Domiciliárias (CDDs) do país; realização de concurso público e contratação de mais funcionários; reajuste no vale-refeição para R$ 40,00; reajuste no vale cesta-básica para R$ 387,00; adicionais de atividades para todos os trabalhadores, e aumento de 15% para 25% para o adicional do trabalho aos finais de semana; quebra de caixa de R$ 427,95; e, reajuste no diferencial de mercado, conforme cálculo do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), para corrigir as perdas provocadas pela inflação e incorporação ao salário manutenção do ticket extra (vale peru).
Além da pauta econômica, há tempos a diretoria do Sindicato dos Trabalhadores dos Correios e Telégrafos (Sintect) denuncia as precárias condições de trabalho a que são submetidos diariamente os trabalhadores.
A falta de concurso público e, consequentemente, a contratação de funcionários; excesso de trabalho e dobras; pressão das chefias e assédio moral; falta de equipamentos; unidades em prédios sem ventilação, espaço e iluminação, com banheiros e refeitórios inadequados; também estão entre as principais queixas da categoria.
O sindicato destaca ainda que a falta de trabalhadores, o excesso de serviço, as unidades deterioradas, os conflitos com a população, os assaltos, além do rombo do Postalis, geram um ambiente repulsivo, que leva a categoria à revolta e à luta.
Esses fatores compõem o estopim da mobilização.

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